Projeto FX 2 BR, Teste Drive dos Caças Rafale, Gripen e Super Hornet

Canal: jucemar2   |   2012/07/29
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Projeto FX 2 BR, Teste Drive dos Caças Rafale, Gripen e Super Hornet
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Gripen FX-2 Brasil
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Projeto FX-2 FAB
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FX-2 Dilma escolhe um.........
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PROGRAMA FX-2 - F/A-18E Super Hornet Vs. Rafale Vs. JAS 39 Gripen-NG - FAB Licitação
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aeronaves do projeto fx2
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PROJETO 2
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projeto 2
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Dassault, do consórcio Rafale , apresenta projeto de fabricação de caças no Brasil - Rede TVT
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Projeto 2
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Projeto 2
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Projeto 2
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JAS-39 Gripen NG da Suécia foi o modelo escolhido pelo projeto.

O Projeto FX-2 de reequipamento e modernização da Força Aérea Brasileira foi criado em 2006, após uma mudança profunda no projeto inicial FX, na época considerado problemático e pouco ambicioso. O projeto foi remodelado e em 2006 o governo do Brasil anunciou um projeto mais ambicioso, o FX-2, visando à compra de uma aeronave de superioridade aérea. Enquanto o projeto FX projetava gastos de US$ 700 milhões, o FX-2 prevê gastos da ordem de US$ 2,2 a US$ 3 bilhões, mas exige transferência completa de tecnologia,[1] e mais recentemente passou a incluir o direito de produção sob licença da aeronave no Brasil e de exportação para o mercado sul-americano.

Devido à repercussão desta licitação, que pode incluir a aquisição posterior de mais aeronaves do mesmo modelo vencedor da concorrência, esta tem sido considerada a mais importante aquisição de aeronaves militares da década. A "compra da década" teria este peso pois muitos países que estavam para definir suas compras, adiaram suas decisões finais para esperar o anúncio do resultado final da decisão brasileira. Isto porque a aeronave que o Brasil comprada ficará mais atraente em termos de preço, dada a economia em escala da produção de um número maior de unidades.

Após mais de dez anos de discussão, no dia 18 de dezembro de 2013 foi anunciado que o governo brasileiro optou pela aquisição do Gripen NG, em um pacote de 36 aviões, inicalmente por US$ 6 bilhões.[2]

Histórico[editar | editar código-fonte]

Várias empresas aéreas chegaram a oferecer propostas para participar da concorrência FX-2:

Inicialmente os aviões cotados como favoritos eram o russo Su-35 e o francês Rafale[3] [4] .

Desde o início também participavam das disputa os modelos F/A-18E/F da Boeing e o JAS-39 Gripen da sueca Saab (que utiliza turbina americana), considerados inicialmente candidatos com chances mais reduzidas devido às restrições de transferência tecnológica e direitos de fabricação que os Estados Unidos impõem, historicamente, até mesmo a grandes aliados como Israel e Reino Unido. O caso das restrições impostas pelos EUA sobre o Brasil, impedindo a venda do Super Tucano à Venezuela, pesaram para que, já no primeiro projeto FX, a oferta do F-16 americano fosse descartada.

A escolha dos finalistas e a polêmica com o Sukhoi[editar | editar código-fonte]

Sukhoi Su-30 da força aérea da Rússia.

Para surpresa de muitos analistas,[5] [6] [7] em 2008 a FAB anunciou[8] que a aeronave russa estava fora da disputa final pelo FX-2[9] [10] .

O episódio causou polêmica pois muitos analistas afirmavam que o acordo para a venda do avião russo era melhor por incluir transferência total de tecnologia do avião, menor preço, completa assistência técnica, além de diversos acordos econômicos e científicos que seriam assinados entre os dois países.

As relações políticas internacionais permearam as disputas pela aquisição do caça brasileiro desde o início do FX-2 e, tudo indica, ajudam a explicar a exclusão dos russos da concorrência e a inclusão do F/A-18E/F Super Hornet na shortlist.

Os Estados Unidos já haviam vetado a venda de aviões Super Tucano da Embraer à Venezuela em 2003, pela existência de componentes americanos, como a turbina turbohélice Pratt&Whitney Canada PT6A-25C utilizada no avião brasileiro. Este episódio desagradou alguns estrategistas brasileiros pois resultou na aproximação da Venezuela com a Rússia, que vendeu uma aeronave muito superior ao governo venezuelano, o Sukhoi Su-30.

Até 2005, o Su-30 era considerado o favorito para o programa FX brasileiro.[11] [12] A aquisição venezuelana tornou-se um problema para o Programa FX, pois a FAB acreditava que seria possível adquirir o Su-30 como aeronave de superioridade aérea regional, ou seja, uma aeronave tecnologicamente superior às adquiridas pelos países vizinhos da América do Sul. Isso já levara a FAB à descartar o F-16, aeronave adquirida pelo Chile e em estudo pela Colômbia.

F/A-18 em evento de comemoração do 30o aniversário da aeronave.

A aquisição pela Venezuela do Sukhoi Su-30 MKV e de mais uma frota de F-16 C/D Block 50 pelo Chile foram considerados elementos decisivos para explicar o abandono do projeto FX, encerrado oficialmente em 24 de fevereiro 2005. Antes de sua substituição pelo projeto FX-2 a partir de 2006, a FAB adquiriu 12 caças Mirage 2000C usados, pertencentes à Força Aérea Francesa, por US$ 57 milhões, para que fosse possível continuar tendo capacidade de defesa do espaço aéreo brasileiro enquanto se definiam os detalhes da "concorrência" para o FX-2.

Apenas após concluída a aquisição das aeronaves francesas usadas, em 7 de novembro de 2007 o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o brigadeiro Juniti Saito (comandante da Aeronáutica) a iniciar o projeto de aquisição de aeronaves para a FAB, o FX-2, a partir de janeiro de 2008.

A concorrência do FX-2 incluiu inicialmente 6 aeronaves, o que foi reduzido pela metade em novembro de 2008. A partir desta etapa, apenas 3 aeronaves participariam da fase final da concorrência. O avião russo foi excluído da etapa final, em detrimento do F/A-18E/F americano, que até então não era considerado um candidato sério devido às restrições de transferência tecnológica que os EUA sempre impõem, mesmo aos seus aliados.

A exclusão do Sukhoi da concorrência chegou a ser rediscutida, mas não foi reconsiderada, mesmo diante da oferta russa de desenvolver um novo caça de 5ª geração em conjunto com a Embraer.[13]

O final da concorrência FX-2 em 2010[editar | editar código-fonte]

Em fevereiro de 2009 começou o processo de avaliação final das questões técnicas e políticas envolvendo a concorrência para o FX-2, comparando as vantagens e desvantagens de cada uma das três ofertas finais (Boeing, Saab e Dassault).[14]

Em abril de 2009 a Embraer chegou a cogitar a possibilidade de adquirir parte da Saab, com aporte do BNDES, o que potencialmente encerraria a discussão em torno da aquisição do FX-2.[15] Entretanto, o acordo não foi concluído e a concorrência continuou normalmente.

Em 7 de setembro de 2009, o Presidente Lula declarou que o acordo Brasil-França de aquisição de material bélico francês, incluindo submarinos e a transferência tecnológica para a construção do casco de um novo submarino nuclear, também incluiria o Rafale desde que a empresa Dassault confirmasse as promessas feitas pelo presidente francês, de transferência tecnológica irrestrita e licença para produzir e exportar o avião para a América do Sul.[16] [17] [18] [19] O Presidente Lula fez questão de esclarecer que a preferência pelo Rafale não encerrava a concorrência, que os detalhes técnicos estavam sendo levados em consideração mas que a decisão final era político-estratégica, portanto da Presidência da República.[20]

O Ministério da Defesa estendeu o prazo para as ofertas finais das empresas até 02 de outubro de 2009 e deve anunciar o resultado final do relatório técnico no mesmo mês.[21] O lobby das empresas participantes da concorrência continua intenso[22] [23] [24] [25] [26] [27] e as ofertas foram melhoradas até o último instante.[28]

Em dezembro de 2009, o presidente Lula confirmou[29] que a decisão final sobre qual caça seria comprado para a re-aparelhagem da FAB só sairia em 2010.

Em 5 de Janeiro de 2010, foi noticiado na imprensa que o relatório final de avaliação pela Força Aérea Brasileira colocou o JAS-39 Gripen à frente dos outros dois candidatos. O fator decisivo foi, aparentemente, o custo global dos novos caças, tanto em termos de custo unitário, e custos de operação e manutenção.[30] [31] Porém a versão final do relatório do COPAC em conformidade com a END não trazia uma hierarquia dos concorrentes, como aconteceu na anterior. Ainda assim, ele expõe as vantagens dos caças Rafale e F-18 Super Hornet, como os fatos dessas aeronaves serem projetos já construídos e testados, deixando o Gripen NG como uma incógnita.

Disputas internacionais e a hipótese de sabotagem[editar | editar código-fonte]

Uma semana antes do anúncio do resultado final da concorrência considerada a mais importante da década, dois aviões franceses do tipo Rafale caíram misteriosamente no Mediterrâneo, levantando suspeitas de sabotagem industrial. A hipótese de sabotagem vem sendo considerada pela França, após uma série de acidentes aéreos com aeronaves da Airbus nos últimos três anos, que incluiu a descoberta de um caso de sabotagem ao detector de fumaça de um avião da Air France que estava em Dusseldorf, na Alemanha, em 9 de junho de 2009[32] .

Propostas finalistas[editar | editar código-fonte]

Em 11 de setembro de 2009, a FAB emitiu esclarecimento[33] sobre o F-X2 detalhando os pontos relevantes na avaliação das propostas recebidas. As cinco prioridades de avaliação foram:

  1. Transferência de tecnologia;
  2. Domínio do sistema de armas pelo Brasil;
  3. Acordos de compensação e participação da indústria nacional (offset);
  4. Técnico-operacional; e
  5. Comercial.

Segundo artigo publicado na Folha de São Paulo, em 15 de outubro de 2009, em uma audiência pública na Câmara, representantes da Dassault, Boeing e Saab reconheceram que a transferência de tecnologia não seria irrestrita. Dentro desse contexto, torna-se importante o conhecimento das propostas oferecidas pelas três empresas finalistas.[34]

Rafale F3[editar | editar código-fonte]

Dassault Rafale.

Em sua proposta inicial, a Dassault oferecia, além da transferência de tecnologia e da implantação de uma linha de montagem em parceria com a Embraer e outras 10 empresas brasileiras, um custo de manutenção para os Rafales equivalente ao dos Mirage 2000 já adquiridos pela FAB.

Eric Trappier, presidente da Rafale Internacional, prometeu que os aviões comprados seriam entregues em, no máximo, três anos e que a tecnologia do caça seria transferida a pelo menos uma dezena de empresas brasileiras que são parceiras da Rafale Internacional – um consórcio integrado também pelas empresas Snecma (fabricante das turbinas) e Thales (equipamentos eletrônicos, radares e sistemas de defesa).

Seriam produzidos no Brasil, inicialmente, as asas (pela Embraer), os componentes eletrônicos do radar de última geração e as peças de manutenção dos motores. Outros componentes necessários às adaptações exigidas pela FAB viriam a ser produzidos no Brasil também.

Em 13 de novembro de 2009 O Globo noticiou que a Dassault estava disposta a transferir a tecnologia do Rafale irrestritamente, incluindo os códigos-fonte dos aviônicos[35] . Segundo o almirante Edouard Guillard, chefe do estado-maior particular do presidente da república francês, a oferta atual da Dassault sai da chamada transferência de tecnologia para a cessão de segredos industriais.

F/A-18E/F Super Hornet[editar | editar código-fonte]

Em 30 de setembro, a Boeing detalhou seu programa de transferência de tecnologia oferecido ao Brasil[36] . O pacote oferecido pela Boeing cobre as tecnologias empregadas no Super Hornet, tecnologias estratégicas para o Brasil no que diz respeito a autonomia nacional e tecnologias capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico brasileiro.

Além de garantir o acesso as tecnologias já existentes no caça, o acordo também incluiu a modernização da integração de sensores AESA, FLIR e sistemas de designação de alvos, modernização dos sistemas de comunicação e de rede e a possibilidade de integração de novas armas.

O programa incluiu o apoio e manutenção dos aviões no Brasil, com a transferência dos trabalhos realizados ao país. Engloba também o apoio à pesquisa no campo de aerodinâmica supersônica, através do fornecimento ao Brasil de um túnel de vento tri-sônico.

Um possível problema que ameaça a intenção estratégica de transferência de tecnologia é o risco de embargos e de veto por parte do governo americano, como demonstrado no incidente[37] da venda, pelo Brasil, de Super Tucanos para a Venezuela, quando tal negociação foi vetada pelos EUA devido à presença de peças de fabricação americana na aeronave (como a turbina). Bob Gower, vice-presidente da empresa responsável pelo F-18 Super Hornet, quando questionado em audiência pública sobre o porquê da proposta da Boeing citar transferência "necessária" e não "irrestrita", disse: "Isso significaria dar acesso a cada pequena peça. Se tivermos um chip Intel, não podemos dar acesso aos senhores. Solicitamos a eles [permissão para transferir], e eles nos disseram que era simples: "Basta comprar a nossa empresa'".

JAS-39 Gripen NG[editar | editar código-fonte]

Gripen da força aérea sueca.

A Saab propõe[38] um compartilhamento no desenvolvimento do avião. As capacidades essenciais a serem compartilhadas pelas equipes do Brasil e Suécia devem ser integração de armamento, integração do motor, de sistemas, possibilidade de projetar, enlace de dados, seção de reflexão ao radar, integração de sistemas comerciais, radar, aerodinâmica, avaliações e testes, sobrevivência, desenvolvimento de programas de computador, integração de sistemas táticos, sistema de gravação de dados, funções de navegação[39] .

Na fabricação propôs‐se a participação brasileira na produção de 40% dos componentes, esses componentes ainda serão usados nos caças a serem produzidos posteriormente na Suécia tanto para a Força Aérea da Suécia como para outros clientes. O Brasil deverá ser responsável pela fabricação do sistema de rastreamento infravermelho, o sistema de display, o data link e o trem de pouso.

Uma das críticas feitas ao caça da sueca Saab, o Gripen, é que ele tem dois terços do avião fabricados em outros países (aproxidamente 30% do avião possui componentes norteamericanos), e que isso dificultaria os processos de transferência de tecnologia para o Brasil. Uma das críticas à proposta da Saab é que a turbina do Gripen, um modelo Volvo Aero Corporation RM12 (um turbofan de 80 KN (18.000lb) de empuxo) é uma versão fabricada sob licença da turbina americana da General Electric F-404-400, o que praticamente inviabiliza a transferência desta tecnologia vital para a fabricação da aeronave[40] .

Entretanto, alguns avaliam que devido ao fato deste ser o avião mais leve dos três, seria o ideal para a Marinha utilizar em seu porta-aviões, o São Paulo, que tem uma catapulta para até 13.640kg, que seria mais próximo do peso médio e máximo do Gripen (carregado) do que dos outros aviões.

Comparativo
Rafale F3 JAS-39
Gripen NG
F/A-18E
Super Hornet
Origem França Flag of France.svg Suécia Flag of Sweden.svg Estados Unidos Flag of the United States.svg
Fabricante Dassault Saab-BAE Boeing
Dimensões (m) 10,9 x 15,3 x 5 8,4 x 14 x 4,5 13,6 x 18,3 x 4,8
Peso vazio 10,100 Kg 5,700 Kg 13,900 Kg
Peso máx. para decolagem (carregado) 24.500 Kg 16.000 Kg 29.930 Kg
Carga bélica 9.000 Kg 6.300 Kg 8.000 Kg
Alcance sem tanque externo 1.850 Km 900 Km 2.346 Km
Alcance máx. com tanque externo 3.125 Km 4.070 Km 3.700 Km
Raio de ação de combate (missão de ataque com tanques extras) 1.850 Km 1.800 Km 1.231 Km
Tipo de Motor bimotor monomotor bimotor
Motor / Potência 2 turbinas Snecma M88-3 / 87 kN 1 turbina GE F414G / >97,8 kN 2 turbinas GE F414-400 / 97,8 kN
Velocidade máx. 2.390 Km/h 2.470 Km/h 1.900 Km/h
Altitude máx. 16.800 m 16.000 m 17.000 m
Armamento 1 canhão DEFA de 30mm
mísseis MICA e SCALP
bombas LGB
1 canhão Mauser 27mm
mísseis AIM9 Sidewinder
AIM-120 AMRAAM
1 canhão M61A1 Vulcan 20mm
mísseis AIM-9X Sidewinder
AIM-120 AMRAAM
Preço estimado US$ 90 a 110 milhões US$ 50 a 60 milhões US$ 60 a 70 milhões
Proposta Transferência tecnológica de tudo que foi pedido pela FAB, possibilidade de ser montado no Brasil e direitos de fabricação para vender na América do Sul Transferência tecnológica de todos os componentes suecos do avião (turbina e alguns aviônicos são de outros países), integração de vários tipos de mísseis, parceria na venda para todo o mundo. Venda direta. Possibilidade de transferir algumas tecnologias, dependendo da aprovação do Congresso Americano.

A posição da Embraer[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o a Embraer junto com a FAB, considerou o Gripen a melhor opção para a empresa estabelecer uma parceria estratégica, devido a possibilidade de transferência tecnológica. A proposta foi avaliada preliminarmente a pedido da FAB e, segundo o vice-presidente-executivo para o mercado de defesa da empresa, Orlando José Ferreira Neto, a oferta da empresa sueca Saab assegura ao Brasil o conhecimento e a agregação de tecnologia. Ferreira Neto ainda afirmou que não há interesse em fabricar peças, mas sim dominar o conhecimento, que será útil no desenvolvimento de futuras aeronaves, isso é claro, além de futuramente a Embraer poder o modernizar mais ainda, substituindo partes não suecas, entre motores e outros instrumentos, fato abonado pelos suecos.[41]

Resultado[editar | editar código-fonte]

Após mais de dez anos de discussão, no dia 18 de dezembro de 2013 foi anunciado que o governo brasileiro optou pela aquisição do Gripen NG, em atendimento a FAB, ainda aos seus futuros projetos, para a aquisição de um pacote de 36 aviões, inicialmente por US$ 4.5 bilhões.[2]

Pela proposta da Saab, cerca de 40% do caça Gripen e até 80% da sua estrutura serão feitos no Brasil, através de uma nova fábrica que a Saab pretende construir em São Bernardo do Campo (SP). A Saab também adquiriu 15% de participação no capital social da Akaer, que irá projetar a fuselagem central, traseira e as asas do avião.[42]

Bibliografia: notícias[editar | editar código-fonte]

Aeronáutica inicia análise das ofertas do projeto F-X2, Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, 2 de fevereiro de 2009, http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=2292 .

Referências

  1. Estadão, 19/11/2007, http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071119/not_imp82184,0.php .
  2. a b Após mais de dez anos, Dilma escolhe caças suecos para a FAB. Folha de São Paulo (18 de dezembro de 2013).
  3. Folha de São Paulo (BF2Brasil), http://www.bf2brasil.com/forum/archive/index.php/t-45590.html .
  4. "Rússia e França acirram disputa pelo mercado de defesa do Brasil e da AS", Defesa Brasil, seg, 1/12/2008 .
  5. "Sukhoi Su-35, o preferido dos pilotos e entusiastas brasileiros", Poder Aéreo, 4 de setembro de 2008, http://www.aereo.jor.br/?p=472 .
  6. "O FX-2 do Rafale: confirmado Rafale F3", DefesaBR .
  7. "FAB seleciona três finalistas para concorrência de compra de caças", G1 (Globo), 1/10/2008, http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL781215-9356,00.html .
  8. Comando da Aeronáutica pré-seleciona candidatos do projeto F-X2, Comando da Aeronáutica, Ministério da Defesa, 21/11/2008, http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=1526 .
  9. Asas, http://www.revistaasas.com.br/index.php?ASA=show_news&id=723&LE=atual .
  10. "Lockheed Martin e Sukhoi ainda têm esperanças no FX-2", Tecnologia & Defesa, 14 de abril de 2009, http://www.tecnodefesa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=599:lockheed-martin-e-sukhoi-ainda-tem-esperancas-no-fx-2&catid=35:noticias&Itemid=55 .
  11. "Russos devem vencer licitação F-X da FAB", A Folha de São Paulo, 28/03/2004, http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u59579.shtml .
  12. Projeto FX BR – Força Aérea Brasileira, Military Power, http://www.militarypower.com.br/projeto%20fx.htm .
  13. "Rússia admite participação da Embraer no seu caça de 5ª geração", Poder Aéreo, 7 de abril de 2009, http://www.aereo.jor.br/?p=5553 .
  14. Aeronáutica inicia análise das ofertas do projeto F-X2, Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=2292 .
  15. BACOCCINA (6/5/2009), "Internacionalização: O voo alto da Embraer", Dinheiro (Istoé) (604) 
  16. "Rafale: destaques da cooperação e transferência tecnológica ao Brasil", Poder Aéreo, 8 de agosto de 2009, http://www.aereo.jor.br/?p=10580 .
  17. "O FX-2 do Rafale: confirmado Rafale F3!", Defesa BR, setembro 2009, http://www.defesabr.com/Fab/fab_novofx.htm .
  18. "Brasil é o primeiro comprador internacional do Rafale", Poder Aéreo, 9 de setembro de 2009, http://www.aereo.jor.br/?p=11943 .
  19. "Detalhes relevantes do Rafale para o FX-2", Poder Aéreo, 9 de setembro de 2009, http://www.aereo.jor.br/?p=11974 .
  20. AQUINO, Yara (11 de setembro de 2009), "Decisão sobre compra de caças será política e estratégica, diz Lula", Agência Brasil, http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/09/11/materia.2009-09-11.0417104992/view .
  21. FAB adia para 2 de outubro entrega de propostas do F-X2, Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, 21 de setembro de 2009, https://www.defesa.gov.br/mostra_materia.php?ID_MATERIA=33437 .
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  41. Embraer é favorável à compra de caças suecos. Valor.com.br (28/09/2009).
  42. Brasil escolhe caça sueco Gripen NG; vitória beneficia Embraer e Akaer. Valor.com.br (18 de dezembro de 2013).

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