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O Rei do Gado
O Rei do Gado (BR)
Informação geral
Formato Telenovela
Gênero Drama
Romance
Suspense[1]
Duração 75 minutos
Criador(es) Benedito Ruy Barbosa
País de origem  Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Luiz Fernando Carvalho
Elenco Antônio Fagundes
Glória Pires
Patricia Pillar
Letícia Spiller
Marcello Antony
Leonardo Brício
Manuel Boucinhas
Tarcísio Meira
Eva Wilma
Cláudio Corrêa e Castro
Raul Cortez
Fábio Assunção
Carlos Vereza
Bete Mendes
ver mais
Tema de abertura "Rei do Gado" - Orquestra da Terra
Tema de
encerramento
"Rei do Gado" - Orquestra da Terra
Exibição
Emissora de
televisão original
Brasil Rede Globo
Formato de exibição 480i (SDTV)
Transmissão original 17 de junho de 1996 - 14 de fevereiro de 1997
N.º de episódios 209 (original)
110 (primeira reprise)
Cronologia
Último
Último
O Fim do Mundo
A Indomada
Próximo
Próximo
Programas relacionados Meu Pedacinho de Chão
Cabocla
Paraíso
Sinhá Moça
Renascer
Terra Nostra

O Rei do Gado é uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo e exibida no horário das 20 horas, entre 17 de junho de 1996 e 14 de fevereiro de 1997, em 209 capítulos,[2] substituindo O Fim do Mundo e sendo substituída por A Indomada.

Foi escrita por Benedito Ruy Barbosa com a colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, Carlos Araújo, Emílio Di Biase e José Luiz Villamarim, sob direção geral e núcleo de Luiz Fernando Carvalho.

Contou com Antônio Fagundes, Glória Pires, Patricia Pillar, Letícia Spiller, Marcello Antony, Leonardo Brício, Manuel Boucinhas, Tarcísio Meira, Eva Wilma e Cláudio Corrêa e Castro, Raul Cortez, Fábio Assunção, Carlos Vereza e Bete Mendes nos papéis principais.

Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março e 13 de agosto de 1999, em 110 capítulos, substituindo Quatro por Quatro e sendo substituída pela sua mesma sucessora original A Indomada.

Foi reapresentada na sessão do Canal Viva entre 9 de fevereiro de 2011 e 28 de novembro de 2011, em 209 capítulos, substituindo Por Amor e sendo substituída por Barriga de Aluguel.

Está sendo reapresentada novamente na sessão Vale a Pena Ver de Novo desde 12 de janeiro de 2015, substituindo Cobras & Lagartos. Suas primeiras semanas foram exibidas juntamente as últimas semanas de Cobras & Lagartos, de João Emanuel Carneiro.[3] [4] [5] [6]

Enredo

Nem o ódio entre duas famílias impediu o amor dos jovens Henrico (Leonardo Brício) e Giovanna (Letícia Spiller). Os Mezenga e os Berdinazzi são vizinhos, e, por causa de uma cerca no limite de suas propriedades, vivem uma guerra sem precedentes. As duas famílias proibem o amor entre Enrico, filho de Antônio (Antônio Fagundes) e Nena Mezenga (Vera Fischer), e Giovanna, filha de Giuseppe (Tarcísio Meira) e Marieta Berdinazzi (Eva Wilma). Os dois se casam e mesmo depois de casados não conseguem viver esse amor, por isso fogem.

O filho de Henrico e Giovanna, Bruno Mezenga (Antônio Fagundes), cresce e se transforma num dos maiores criadores de gado do país, conhecido como o Rei do Gado. Ele sabe do ódio que separou as famílias de seus pais, e nunca conheceu  os parentes de sua mãe: os avós e os tios, Bruno, que morreu na guerra, e Giácomo Guilherme (Manoel Boucinhas), que morreu pobre. Só sabe que o outro tio, Geremias Berdinazzi (Caco Ciocler), tornou-se um rico fazendeiro. Mas o velho Jeremias é um homem solitário que não reconhece os Mezenga como membros de sua família, e cujo único sonho é encontrar Marieta - a sobrinha que ele nunca conheceu, filha de seu irmão Giácomo Guilherme - e deixar para ela toda sua fortuna.

Bruno Mezenga, por sua vez, vive um casamento fracassado com Léia (Silvia Pfeifer), uma esposa infiel que o trai com Ralf (Oscar Magrini), um mau-caráter. O casal tem dois filhos: Lia, que apaixonou-se pelo peão Pirilampo (Almir Sater), e Marcos (Fábio Assunção), que vive um atribulado romance com Liliana (Mariana Lima), filha de Roberto Caxias (Carlos Vereza), um senador da República.

Mas as vidas de Bruno Mezenga e Geremias Berdinazzi mudam completamente com a chegada de duas mulheres. Marieta (Glória Pires), que julga ser a sobrinha desaparecida de Geremias; e Luana (Patricia Pillar), uma bóia-fria sem passado por quem Bruno se apaixona.

Produção

Roteiro

Em O Rei do Gado, Benedito Ruy Barbosa retorna as discussões sobre a reforma agrária, abordada anteriormente em sua outra telenovela, Meu Pedacinho de Chão, e a vida dos trabalhadores do Movimento dos Sem Terra (MST) pela luta da posse de terras. Paralelamente a estes temas e do romance da primeira fase de O Rei do Gado, Benedito Ruy Barbosa retratou a época que viveu pessoalmente. Na juventude, o autor morou em fazendas e acompanhou o recebimento do café, aprendeu a selecionar os grãos, conferir o peso, ver a amostragem das impurezas e o tempo da broca, etapas que mostrou na telenovela.[7] A primeira fase mostrou a decadência do ciclo do café e a inserção do Brasil na Segunda Guerra Mundial. A segunda fase mostrou a modernização e a riqueza do interior paulista através de Ribeirão Preto. A capital São Paulo e a região do Araguaia também serviram de cenário para a trama.[8]

Na última cena da telenovela, sobe sobre milhares de pés de café, lavouras de soja, milho e cana-de-açúcar, um letreiro que diz: "Deus, quando fez o mundo, não deu terra pra ninguém, porque todos os que aqui nascem são seus filhos. Mas só merece a terra aquele que a faz produzir, para si e para os seus semelhantes. O melhor adubo da terra é o suor daqueles que trabalham nela". E a câmera volta em Bruno Mezenga e Geremias Berdinazi, em meio àquele imenso cafezal, como se os dois estivessem discutindo, e deixa a pergunta: "vai começar tudo de novo?"

Gravação

Foi construída uma cidade cenográfica no Projac onde ficava a sede da maior fazenda da trama, do personagem Bruno Mezenga, com dois pavimentos de 600m² de construção.[9] A fazenda foi feita pelo cenógrafo Raul Travassos, sendo até então a maior casa feita por ele e idealizada para gravações externas e internas,[9] e onde só as paredes eram cenográficas, mesmo assim ganharam revestimento de argamassa. O chão era de pedra e tijolo, as vigas de maçaranduba, o teto de pau do mato e eucalipto, e portas e janelas foram feitos com madeira de demolição.[9] Fora do Projac, foram utilizados pelo menos cinco pólos de produção: Itapira, Ribeirão Preto[10] e Amparo[10] no estado de São Paulo, Guaxupé em Minas Gerais e Aruanã em Goiás, por onde se espalhavam as fazendas usadas como locação.[11] As paisagens bucólicas da região do Araguaia, onde ficava uma das fazendas do personagem Bruno Mezenga, era uma área formada por ecossistemas típicos do Pantanal, da Floresta Amazônica e do Cerrado, abrigando extensa diversidade de flora e fauna.[9] As cenas da primeira fase se passavam durante a Segunda Guerra Mundial e a equipe da telenovela viajou à cidade de Craco, uma das regiões mais pobres da Itália. Com cerca de 300 figurantes, foram reconstituídas cenas de batalhas, sendo filmadas em película 16 mm, própria para cinema, e em preto-e-branco. Na Itália, também foram feitas algumas seqüências na comuna italiana Guardia Perticara e no monumento dos pracinhas brasileiros, na Toscana.[12]

O diretor Luiz Fernando Carvalho dirigiu sozinho toda a primeira fase. Só na segunda, passou a dividir o trabalho com Carlos Araújo, Emílio di Biasi e José Luiz Villamarim. A telenovela contou com a fotografia de Walter Carvalho, para reforçar o estilo cinematográfico do diretor.[13] Para dar o tratamento da luz na primeira fase da novela, Luiz Fernando se inspirou na Pintura da Itália, do final do século XIX até a era romântica. A intenção era captar a atmosfera dos imigrantes no Brasil do interior de São Paulo na década de 1940. Segundo o diretor, em vez da luz dilacerada, de cores fortes e altos contrastes de Renascer (1993), quando estudou pintores baianos, em O Rei do Gado a luz criava uma atmosfera mais tênue, clara, sem muitos claros e escuros, afirmando no lançamento da telenovela que "tinha que passar a impressão de que a luz tem cheiro, um perfume, não é ardida, não bate no rosto da pessoa, mas perfuma, como se estivesse em volta dela, e não sobre ela".[13]

A maquiagem para caracterizar os personagens que eram imigrantes trabalhadores da terra, queimados pelo sol e endurecidos pelo tempo, a equipe supervisionada por Isabel Arbizu fez um curso com Ve Neill, maquiadora de Hollywood, indicada ao Oscar 1993 na categoria de melhor maquiagem feita em Jack Nicholson no filme Hoffa (1992), dirigido por Danny DeVito.[14] Para isso, fotos em close dos atores, com todas as medidas necessárias, foram enviadas à maquiadora que, em seguida, veio ao Brasil para treinar as profissionais da telenovela com o material que seria usado.[14]

Preparação do elenco

Alguns atores como Letícia Spiller e Patricia Pillar se submeteram a laboratórios, onde ensaiaram com a atriz e bailarina Gisela Rodrigues, professora e pesquisadora do Departamento de Artes Corporais da Unicamp, para comporem suas caboclas.[7] No caso de Patricia Pillar, ela passou dez dias entre os cortadores de cana-de-açúcar para compor Luana.[11] Leonardo Brício, Caco Ciocler, Manuel Boucinhas e Marcello Antony fizeram laboratórios para interpretarem rapazes da roça, sob coordenação do diretor Emílio de Biase. Eles viajaram para a região de Amparo, em São Paulo, onde tiveram várias aulas com os colonos locais, aprendendo montaria e cavalgagem, baterem feijão e colheita do café, entre outras atividades.[7] Durante a produção, foi prometido ao elenco um intervalo de pelo menos um mês entre as duas fases da telenovela. Antônio Fagundes, que fazia o avô na primeira e o neto na segunda da história, engordou para o primeiro personagem e esperava perder peso até a outra fase. Mas o intervalo foi de apenas 12 horas. Segundo o ator, os sete capítulos da primeira fase levaram cerca de três meses para ficar prontos, tamanho o capricho e a dedicação da equipe.[7]

Stênio Garcia, Bete Mendes, Antônio Fagundes e Patricia Pillar foram escalados para passar um tempo no Mato Grosso pesquisando a região, suas paisagens e os moradores locais. No estado, Stênio e Bete tinham a responsabilidade de representar o clima bucólico da vida rural brasileira. Em depoimento ao Memória Globo, o ator contou que, ao trabalhar sobre a foto de Zé das Águas – um habitante local no qual os passarinhos gostavam de pousar –, ele pôde vislumbrar um personagem já realizado. A imagem havia sido um presente do poeta Manoel de Barros ao ator.[7]

O Rei do Gado marcou a estreia na Rede Globo de Marcello Antony, Caco Ciocler, Emílio Orciollo Netto e Lavínia Vlasak.[7] Participaram da telenovela os senadores Eduardo Suplicy e Benedita da Silva, que atuaram no funeral do Senador Caxias.

Elenco

em ordem da abertura
Ator/Atriz Personagem
Antônio Fagundes Bruno Berdinazzi Mezenga
Antonio Mezenga (1ª fase)
Glória Pires Rafaela Berdinazzi
Marieta Berdinazzi
Patricia Pillar Luana Berdinazzi
Letícia Spiller Giovanna Berdinazzi
Marcello Antony Bruno Berdinazzi
Leonardo Bricio Henrico Mezenga
Henrique
Manuel Boucinhas Giácomo Guilherme Berdinazzi
Tarcísio Meira Giuseppe Berdinazzi
Eva Wilma Marieta Berdinazzi
Cláudio Corrêa e Castro Tony Vendacchio
Raul Cortez Geremias Berdinazzi
Fábio Assunção Marcos Mezenga
Carlos Vereza Senador Roberto Caxias
Vera Fischer Nena Mezenga
Mariana Lima Liliana Caxias
Guilherme Fontes Otavinho
Stênio Garcia Zé do Araguaia
Lavínia Vlasak Lia Mezenga
Bete Mendes Donana
Sílvia Pfeifer Léia Mezenga
Jackson Antunes Regino
Ana Beatriz Nogueira Jacira
Walderez de Barros Judite
Ana Rosa Maria Rosa Caxias
Sérgio Reis Zé Bento (Saracura)
Almir Sater Aparício (Pirilampo)
Caco Ciocler Geremias Berdinazzi (jovem)
Jairo Mattos Fausto
Emílio Orciollo Netto Giuseppe Berdinazzi
Rogério Márcico Olegário
Oscar Magrini Ralf
Iara Jamra Lurdinha
Chica Xavier Freira
Luciana Vendramini Marita
Maria Helena Pader Júlia
Amilton Monteiro Detetive Clóvis
Paulo Coronato Dimas

Repercussão

A primeira fase de O Rei do Gado foi muito elogiada e entrou para a galeria das cenas antológicas da televisão brasileira, com enredo emocionante e produção de altíssima qualidade, Benedito definiu que "Num país que precisa abrir o olho para sua realidade, uma novela não pode ser alienante, deve informar o público, ser algo útil à sociedade".[15] [11] O Rei do Gado estreou dois meses após a morte de 19 trabalhadores sem-terra em Eldorado dos Carajás, no Pará, conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás. A reforma agrária e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram abordados pela primeira vez numa telenovela. O tema teve grande repercussão na mídia e na sociedade em geral.[7] O então presidente do MST, João Pedro Stédile disse na época que "A novela ajudou a fazer as pessoas nos olharem de maneira diferente. Nos deu status de cidadãos".[11]

Por outro lado, entre os problemas destacaram-se as falhas técnicas, equívocos de roteiro, excesso de cenas arrastadas e clipes, mau aproveitamento de atores e interpretações inadequadas.[16] [17] [18] [19]

Uma cena da telenovela causou polêmica no Senado. Na trama, o Senador Caxias faz um discurso emocionado sobre os sem-terra, e no plenário estão apenas três senadores: um cochilando, outro lendo jornal e o terceiro falando ao celular. No dia seguinte, o então senador Ney Suassuna subiu à tribuna do senado para protestar contra o que classificou como "distorção da realidade". Segundo ele, a cena induzia a população a acreditar que não havia senadores honestos no país.[20] [11]

Em 6 de setembro de 1996, ao fazer campanha com Luiza Erundina em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva, que havia emagrecido na época 18 kg, foi apelidado por militantes de O Rei do Gado, título da telenovela da Rede Globo. O petista usava um chapéu e um blusão de couro.[21]

Em outubro de 2006, o presidente da Rede Bandeirantes, Johnny Saad, em entrevista à Folha de São Paulo, declarou ter ouvido de países vizinhos problemas com as telenovelas brasileiras, seja em razão do excesso de "tempero", seja de determinados vírus ideológicos. Questionado sobre estes vírus ideológicos, ele respondeu citando como exemplo a trama global: "Vários. Pega o "Rei do Gado" [1996/97]. O que foi glamourizado? O que saiu do noticiário e entrou na dramaturgia? O MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]. Lembra que o [senador petista Eduardo] Suplicy entrou na novela? Procure ver aonde foi a novela [a mais de 30 países, entre eles Cuba e Argentina]. Vi muito país dizer "Não quero". A TV aberta no mundo é muito conservadora. Só não é aqui [no Brasil], onde você vê muito tema com o qual se incomoda por estar com seu filho na sala. Se é menina, então, fica mais grilado. Mas com menino também".[22]

O Rei do Gado recebeu o Certificado de Honra ao Mérito no Festival Internacional de Cinema de São Francisco, concorrendo com 1.525 produções de 62 países. A primeira fase da telenovela, considerada um dos grandes momentos da teledramaturgia brasileira, e cujos sete capítulos mostravam a decadência do ciclo do café e a participação do Brasil na II Guerra Mundial, foi transformada pela Divisão Internacional da Rede Globo na minissérie Giovanna e Henrico. A obra foi selecionada como hors-concours no Festival Banff, do Canadá, entre 720 produções de 38 países.[11]

O Rei do Gado foi satirizada pelo Casseta & Planeta, Urgente! com três títulos: O Rei Drogado, O Rei Cagado e O Rei do Galho, como o grupo fazia com todas as telenovelas do horário nobre da emissora. Na Rádio Jovem Pan, o imitador Ciro Jatene não deixou barato: Satirizou a novela com o título O Rei Tardado, chegando a lançar um CD com os "capítulos" da radionovela.

Exibição

Foi exibida pela Rede Globo no horário das 20 horas, entre 17 de junho de 1996 e 14 de fevereiro de 1997, em 209 capítulos,[7] substituíndo O Fim do Mundo e sendo substituída por A Indomada.

Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março e 13 de agosto de 1999, em 110 capítulos, substituindo Quatro por Quatro e sendo substituída pela sua mesma sucessora original A Indomada.

Foi reapresentada na sessão do Canal Viva entre 9 de fevereiro de 2011 e 28 de novembro de 2011, em 209 capítulos, substituindo Por Amor e sendo substituída por Barriga de Aluguel.

Está sendo reapresentada novamente na sessão Vale a Pena Ver de Novo desde 12 de janeiro de 2015, substituindo Cobras & Lagartos. Suas primeiras semanas foram exibidas juntamente as últimas semanas de Cobras & Lagartos, de João Emanuel Carneiro.[3] [4] [5] [6]

Audiência

Horário # Eps. Estreia Final Posição Temporada Classificação geral
Data Primeiro
capítulo
Data Último
capítulo
Segunda — Sabádo
20:45
209
17 de junho de 1996
55
14 de fevereiro de 1997
60 #1 1996 - 1997 52

O Rei do Gado estreou com pico de audiência de 55 pontos e média de 51 pontos, cerca de 7 milhões de telespectadores na Grande São Paulo.[23] A média mensal foi de 52 pontos no Ibope, o equivalente a 4,2 milhões de telespectadores na Grande São Paulo, com cada ponto equivalente a cerca de 80 mil telespectadores.[24] A audiência de O Rei do Gado não foi das melhores, quando comparada com o Ibope de antigos sucessos das oito na Rede Globo como foram as audiências mensais de Renascer (de 58 a 63 pontos) e Fera Ferida (58 pontos).[24] O Rei do Gado, no entanto, teve a melhor performance entre as exibidas desde meados de 1994, superando os índices de O Dono do Mundo (47 pontos), Explode Coração (entre 43 e 53 pontos) A Próxima Vítima (entre 45 e 53 pontos) e Pátria Minha, (de 44 e 48 pontos).[24] Durante os capítulos em que o personagem Ralf, foi assassinado, a trama atingiu 57 pontos.[25] Um outro índice do Ibope, o Audiência Domiciliar por Programa, que é semanal, revela que O Rei do Gado atingiu seu pico entre 23 e 29 de setembro de 1996, quando Bruno Mezenga reapareceu, após sofrer acidente de avião no Araguaia. Naquela semana, a telenovela teve média de audiência de 58 pontos.[24] Em seu último capítulo, registrou 60 pontos.[26]

Na semana de 5 a 11 de agosto de 1996, na Grande Rio, a telenovela atingiu 48% de audiência, o que equivale a 1.189.000 domicílios.[27]

Reprise

Primeira exibição no Vale a Pena Ver de Novo
Horário # Eps. Estreia Final Posição Temporada Classificação geral
Data Primeiro
capítulo
Data Último
capítulo
Segunda — Sexta
14:20
110
15 de março de 1999
25
13 de agosto de 1999
37 #1 1999 27

Foi reapresentada no Vale a Pena Ver de Novo entre 15 de março e 13 de agosto de 1999, em 110 capítulos, substituíndo Quatro por Quatro e sendo substituída pela sua mesma sucessora original A Indomada.

Na casa dos 25 pontos no Vale a Pena Ver de Novo, O Rei do Gado chegou a ter mais audiência que a então novela das seis, Pecado Capital.[28] Em 13 de maio de 1999, O Rei do Gado registrou média de 30 pontos no Ibope, novamente com audiência maior do que a vigésima segunda temporada de Malhação e da posterior novela das seis da época, Força de um Desejo.[29]

Foi reapresentada na sessão do Canal Viva entre 9 de fevereiro de 2011 e 28 de novembro de 2011, em 209 capítulos, substituíndo Por Amor e sendo substituída por Barriga de Aluguel.

Segunda exibição no Vale a Pena Ver de Novo
Horário # Eps. Estreia Final Posição Temporada Classificação geral
Data Primeiro
capítulo
Data Último
capítulo
Segunda — Sexta
16:15
12 de janeiro de 2015
14
#1 2015

Está sendo reapresentada novamente na sessão Vale a Pena Ver de Novo desde 12 de janeiro de 2015, substituindo Cobras & Lagartos. Suas primeiras semanas foram exibidas juntamente as últimas semanas de Cobras & Lagartos, de João Emanuel Carneiro.[3] [4] [5] [6]

Segundo dados, a segunda reprise da trama, voltou com uma audiência razoável. De acordo com dados preliminares, exibida das 17h29 às 17h59, a trama escrita por Benedito Ruy Barbosa estreou com 14 pontos de média e 30.6% de share na Grande São Paulo. Na mesma faixa horária, a Band ficou na vice-liderança com 5.8 pontos, o SBT foi terceiro colocado com 4.8 e a Rede Record registrou o quarto lugar com 4.7 pontos. O número é 25% menor do alcançado pela antecessora Cobras & Lagartos, que cravou 18.4 pontos de média no primeiro capítulo de sua reprise em 28 de julho de 2014.[30] [31]

Depois de estrear com audiência 25% menor que Cobras & Lagartos, a reprise de O Rei do Gado registrou crescimento em seu segundo capítulo. De acordo com dados consolidados, o segundo capítulo da reexibição da trama escrita por Benedito Ruy Barbosa cravou 15.9 pontos de média, número quase dois pontos maior do alcançado na estreia, que foi de 14.1 pontos. O Rei do Gado deixou tramas como Malhação e Boogie Oogie para trás. As duas inéditas marcaram 14.6 e 15.4 pontos respectivamente, sendo superadas pelo folhetim de 1996, que já está em sua segunda reprise no Vale a Pena Ver de Novo.[32]

No último capítulo da desastrosa reprise de Cobras & Lagartos, registrou uma audiência bem maior do que a mesma, no Vale a Pena Ver de Novo. A reprise de Cobras & Lagartos fechou seu último capítulo com 16.7 pontos (17), e seguidamente O Rei do Gado teve seu décimo capítulo com uma das maiores audiências diárias, fechando com 17.9 pontos (18). Ultrapassando até mesmo a inédita do horário das 18 horas, Boogie Oogie.[33]

Em três semanas já tem a maior audiência do Vale a Pena Ver de Novo desde Alma Gêmea. Atualmente a trama tem uma média geral de 16 pontos, e os dados podem ser modificados a qualquer momento.[34] Alma Gêmea, de Walcyr Carrasco, o maior sucesso do Vale a Pena Ver de Novo dos últimos 10 anos, na época acumulava 17.8 pontos.

No dia 4 de fevereiro, segundo dados consolidados a trama bateu mais um recorde com 17.4 pontos de média.[35] Segundo dados consolidados, a trama bateu um grande recorde no dia 5 de fevereiro e novamente superou a vigésima segunda temporada de Malhação, chegando em 17.8 pontos de média – arredondado para 18 – , chegando a picos de 21 pontos, e igualou recorde de audiência.[36]

Exibição Internacional

Argentina, África do Sul, Canadá, Cuba, Grécia, Nicarágua, Noruega, Polônia e Rússia foram alguns dos mais de 30 países que exibiram O Rei do Gado.[7]

Trilha sonora

A sua primeira trilha sonora bateu um recorde: o disco O Rei do Gado 1 vendeu mais de 1,5 milhões de cópias (entre LP´s e CD´s).[11]

Volume I

O Rei do Gado Volume I
Trilha sonora de Vários artistas
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Português
Formato(s) Vinil, K7
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Patricia Pillar

  1. "Rei do Gado" - Orquestra da Terra (tema de abertura)
  2. "Coração Sertanejo" - Chitãozinho & Xororó (tema de Bruno Mezenga)
  3. "Admirável Gado Novo" - Zé Ramalho (tema do núcleo dos sem-terras)
  4. "La Forza Della Vita" - Renato Russo (tema do senador Caxias)
  5. "Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo" - Roberta Miranda (tema de Léa)
  6. "Correnteza" - Djavan (tema de Luana)
  7. "À Primeira Vista" - Daniela Mercury (tema de Liliana e Marcos)
  8. "Sem Medo de Ser Feliz" - Zezé Di Camargo & Luciano (tema de Ralf)
  9. "Doce Mistério" - Leandro & Leonardo (tema de Lia e Pirilampo)
  10. "Vaqueiro de Profissão" - Jair Rodrigues (tema de Zé do Araguaia)
  11. "The Woman In Me (Need The Man In You)" - Shania Twain (tema de Rafaela e Marcos)
  12. "O Que Vem a Ser Felicidade" - Orlando Morais (part. esp. Dominguinhos (tema de Rafaela)
  13. "Cidade Grande" - Metrópole (tema geral)
  14. "Caminhando Só" - Evara Zan (tema geral)
  15. "Glory of Love" - Peter Cetera (tema de Bruno Mezenga e Luana)

Volume II

O Rei do Gado Volume II
Trilha sonora de Vários artistas
Gênero(s) Vários
Idioma(s) Vários
Formato(s) Vinil, K7
Gravadora(s) Som Livre

Capa: Almir Sater e Sérgio Reis

  1. "Cabecinha no Ombro" - Pirilampo e Saracura (tema geral)
  2. "Mia Gioconda" - Chrystian & Ralf (part. esp. Agnaldo Rayol) (tema de Jeremias Berdinazzi)
  3. "Pirilume" - João Paulo & Daniel (tema geral)
  4. "No Fim do Asfalto" - Orquestra da Terra (tema geral)
  5. "Cortando Estradão" - Pirilampo e Saracura (tema geral)
  6. "Vagabundo" - Pirilampo e Saracura (tema de Geral)
  7. "Sia Mariquinha" - Dominguinhos (tema geral)
  8. "Brasil Poeira" - Pirilampo e Saracura (tema geral)
  9. "Boiadeiro Errante" - Pirilampo e Saracura (tema geral)
  10. "Travessa do Rio Araguaia" - Pirilampo e Saracura (tema de geral)
  11. "Você Vai Gostar" - Pirilampo e Saracura (tema geral)
  12. "Rei do Gado" - Pirilampo e Saracura (tema geral)

Prêmios

Referências

  1. Memória Globo (13 de fevereiro de 2015). “O Rei do Gado” com Drama, Romance e Suspense O Rei do Gado Rede Globo. Visitado em 13 de fevereiro de 2015.
  2. Memória Globo. O Rei do Gado - Ficha Técnica. Visitado em 14 de fevereiro de 1997.
  3. a b c Novelas, O Rei do Gado (13 de dezembro de 2014). O Rei do Gado volta à Globo no Vale a Pena Ver de Novo, no dia 12 de janeiro Rede Globo. Visitado em 18 de dezembro de 2014.
  4. a b c Novelas, O Rei do Gado (14 de dezembro de 2014). O Rei do Gado: saiba como está hoje elenco da novela da Globo de 1996 Rede Globo. Visitado em 18 de dezembro de 2014.
  5. a b c Novelas, O Rei do Gado (14 de dezembro de 2014). O Rei do Gado volta à Globo; veja elenco em 1996 e atualmente Rede Globo. Visitado em 18 de dezembro de 2014.
  6. a b c Novelas, O Rei do Gado - Cobras & Lagartos - Vale a Pena Ver de Novo (5 de janeiro de 2015). O Rei do Gado + Cobras & Lagartos: duas semanas ao mesmo tempo no ar Rede Globo. Visitado em 8 de janeiro de 2015.
  7. a b c d e f g h i O Rei do Gado - Curiosidades Memória Globo Globo.com. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  8. Nilson Xavier. O Rei do Gado - Teledramaturgia Teledramaturgia. Visitado em 02 de outubro de 2014.
  9. a b c d O Rei do Gado - Cenografia e Arte Memória Globo Globo.com. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  10. a b Daniela Rochembuzo (2 de junho de 1996). "O Rei do Gado" grava em Ribeirão Preto Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  11. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas teledramaturgia
  12. O Rei do Gado - Produção Memória Globo Globo.com. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  13. a b O Rei do Gado - Figurino Memória Globo Globo.com. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  14. a b O Rei do Gado - Figurino e Caracterização Memória Globo Globo.com. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  15. Erika Sallum (26 de dezembro de 1996). Televisão Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  16. Elaine Guerini (9 de fevereiro de 1997). 'Rei do Gado' exibiu belas imagens, bons atores e festival de mancadas Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  17. Quem desceu Folha de São Paulo UOL (9 de fevereiro de 1997). Visitado em 2 de outubro de 2014.
  18. Quem subiu Folha de São Paulo UOL (9 de fevereiro de 1997). Visitado em 2 de outubro de 2014.
  19. Quem fica na mesma Folha de São Paulo UOL (9 de fevereiro de 1997). Visitado em 2 de outubro de 2014.
  20. Laura Mattos (3 de agosto de 2003). "Mulheres Apaixonadas" é marco na tradicional estratégia de novelas Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  21. Nova imagem Folha de São Paulo UOL (7 de setembro de 1996). Visitado em 2 de outubro de 2014.
  22. Laura Mattos (22 de outubro de 2006). "Novela da Globo lança vírus ideológico" Folha de São Paulo UOL. Visitado em 9 de dezembro de 2014.
  23. Maria Lucia Rangel (19 de junho de 1996). Promessa; Atraso; Desconhecida; A Postos Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  24. a b c d 'O Rei do Gado' recupera audiência Folha de São Paulo UOL (9 de fevereiro de 1997). Visitado em 2 de outubro de 2014.
  25. TV-Pesquisa (24 de novembro de 1996). Diretor já tem o nome de quem matou Ralf Jornal do Brasil. Visitado em 23 de maio de 2013.
  26. Daniel Castro (3 de fevereiro de 2001). Emissoras pressionam por padrão de TV digital Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  27. Wilson Tosta (3 de setembro de 1996). PSDB acusa favorecimento a Conde Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  28. Globo evita riscos para recuperar a audiência com "Terra Nostra" Folha de São Paulo UOL (15 de setembro de 1999). Visitado em 5 de julho de 2014.
  29. Francisco Martins da Costa (15 de maio de 1999). Rei da tarde Folha de São Paulo UOL. Visitado em 2 de outubro de 2014.
  30. Mariana Botta (12 de janeiro de 2015). Estrelas de O Rei do Gado sofrem com doenças, mortes e alucinações UOL Notícias da TV. Visitado em 12 de janeiro de 2015.
  31. Vitor (12 de janeiro de 2015). Reprise de “O Rei do Gado” estreia com audiência 25% menor que antecessora O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 12 de janeiro de 2015.
  32. Vitor (14 de janeiro de 2015). No segundo capítulo, reprise de “O Rei do Gado” supera inéditas e fecha como terceira mais vista O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 14 de janeiro de 2015.
  33. Vitor (26 de janeiro de 2015). “O Rei do Gado” supera novela das seis e fecha como terceira mais assistida; confira os consolidados da sexta-feira (23/01/15) O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 27 de janeiro de 2015.
  34. Douglas (31 de janeiro de 2015). Público aprova reprise e “O Rei do Gado” já tem a maior audiência desde “Alma Gêmea” O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 31 de janeiro de 2015.
  35. Vitor (5 de fevereiro de 2015). “Bom Dia & Cia” alcança a liderança; confira os consolidados desta quarta-feira (04/02/15) O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 6 de fevereiro de 2015.
  36. Vitor (6 de fevereiro de 2015). “O Rei do Gado” iguala recorde de audiência e novamente supera “Malhação” O Rei do Gado TV Foco. Visitado em 6 de fevereiro de 2015.

Ligações externas

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