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Liberalismo clássico (também conhecido como liberalismo tradicional,[1] liberalismo laissez-faire[2] ou liberalismo de mercado[3] ) é uma forma de liberalismo que defende as liberdades individuais, igualdade perante a lei, limitação constitucional do governo, direito de propriedade, direitos naturais, proteção das liberdades civis e restrições fiscais ao governo,[4] como exemplificado nos textos de John Locke, Adam Smith, Ludwig von Mises, David Ricardo, Voltaire, Montesquieu e outros. Assim sendo, é a fusão do liberalismo econômico com liberalismo político do final do século XVIII e século XIX.[2] O "núcleo normativo" do liberalismo clássico é a ideia que economia laissez-faire conseguiria criar uma ordem espontânea ou mão invisível que beneficiaria a sociedade,[5] apesar que ele não se opõe a provisão de alguma produtos básicos pelo governo onde eles são vistos como limitados.[6] A qualificação clássico é aplicado retroativamente para distinguir ele do conceito de liberalismo social desenvolvido no século XX.[7] Liberais clássicos suspeitam de tudo a não ser o mais minimo dos governos[8] e são contra o estado de bem-estar social.[9]

Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Milton Friedman, são creditados como alguns dos responsáveis pela volta do liberalismo clássico no século XX após ele ter decaído em meados do século XIX e boa parte do século XX.[10] [11] Em relação aos problemas econômicos, essa volta é chamada errôneamente pelos oponentes como neoliberalismo. Errôneamente pois o neoliberalismo apossou-se apenas dos conceitos sociais do liberalismo clássico, continuando a apoiar um estado intervencionista, protencionista e controlador. O Ordoliberalismo Alemão é visto como tendo um significado totalmente diferente, já que Alexander Rüstow e Wilhelm Röpke defendiam um estado mais intervencionista, em contraponto ao laissez-faire dos liberais.[12] [13] O liberalismo clássico tem algumas similares como o moderno Libertarianismo, com termos usados de maneira semelhante com os Minarquistas libertários.[14] [15]

Conceitos[editar | editar código-fonte]

Nos Estados Unidos, liberalismo se estabeleceu fortemente graças a baixa oposição aos seus ideais, onde na Europa, liberalismo era reprimido por vários interesses reacionários. Dos tempos da revolução industrial até a Grande Depressão, o liberalismo na América viu seus primeiros desafios ideológicos.[16] Nos tempos da Grande Depressão, liberalismo na América mudou sua definição passou a descrever sua oposição formal, como por exemplo na opinião de Arthur Schleichera Jr.:

"quando a crescente complexidade das condições industriais requereram aumento da intervenção do governo de maneira assegurar oportunidades mais igualitárias, a tradição liberal, com fé no seu objetivo em vez de seu dogma, alterou sua visão do estado, e emergiu a concepção do Estado de bem-estar social, na qual o governo nacional tinha a obrigação de manter altos níveis de emprego na economia, supervisionar os padrões de vida e trabalho, regular os métodos de competição empresarial e de estabelecer padrões compreensivos de segurança social"[17]

Na Europa, especialmente, exceto nas ilhas Britânicas, liberalismo era relativamente fraco e impopular relativo a sua oposição, como socialismo, então nenhuma mudança no significado ocorreu.[16]

Hayek, figura-chave na volta do liberalismo clássico no século XX

Pela década de 1970, porém, a lentidão do crescimento econômico, níveis cada vez maiores de impostos e a dívida governamental causou uma volta do liberalismo clássico. Friedrich von Hayek e Milton Friedman argumentaram contra a intervenção governamental na política fiscal e suas ideias eram embasadas por partidos conservadores nos EUA e no Reino Unido no inicio da década de 1980.[18] De fato, Ronald Reagan creditou Frédéric Bastiat, Ludwig von Mises e Hayek como suas influencias.[19]

No coração do liberalismo clássico, escreveu Nancy L. Rosenblum e Robert C. Post, tem uma inscrição: "Ajudar desenvolver associações voluntarias. Limitar o tamanho, e mais importante, o escopo do governo. Enquanto o estado prover as leis básicas que mantém as pessoas longe de meios de vida parasitários e destrutivos além de direção para meios produtivos de vida, a sociedade funciona por conta própria. Se você deseja que pessoas se desenvolvam, deixem que elas cuidem das próprias vidas."[20]

O liberalismo clássico coloca uma ênfase em particular na soberania do indivíduo, com direito à propriedade privada sendo essencial na liberdade do indivíduo. Isto forma a base filosófica da política publica laissez-faire. A ideologia dos "liberais clássicos" originais argumentava contra a Democracia direta "não existe nada na ideia central para a liderança da maioria para mostrar que a maioria das pessoas sempre irão respeitar os direitos de propriedade ou manter o estado de direito."[9] Por exemplo, James Madison argumentou por uma republica constitucional com proteções para o direito dos indivíduos, sobre a democracia pura, argumentando que na democracia pura, uma "paixão comum ou interesse irá, em quase todos os casos, serem sentidas pela maioria como um todo… e não existe nada para verificar as indulgencias para sacrificar um partido mais fraco…"[21]

De acordo com Anthony Quinton, liberais clássicos acreditam que o mercado sem intervenções é o mais eficiente mecanismo para satisfazer as necessidades humanas e canalizar recursos para seus usos mais produtivos: eles são "mais desconfiados que os conservadores de tudo menos o mais minimo dos governos".[8] O anarco-capitalista Walter Block argumenta porém que Adam Smith era um defensor da liberdade econômica mas permitia o governo intervir em muitas áreas.[22] Liberais clássicos pedem por um "mercado livre não regulado" é fundamentado nos "indivíduos serem racionais e metódicos na procura de seus objetivos".[23]

Liberalismo clássico prega que os direitos individuais são naturais, inerentes, ou inalienáveis, e existem independente do governo. Thomas Jefferson chamou isto de direitos inalienáveis: "…a liberdade de direito é uma ação não obstruída de acordo com nossa vontade dentro dos limites desenhados em torno de nós pelos direitos iguais para os outros. Eu não vou adicionar 'dentro dos limites da lei', porque a lei às vezes é a vontade do tirano, e sempre quando ela viola os direitos do indivíduo."[24] Para o liberalismo clássico, direito são de natureza negativa - direitos que requerem que outros indivíduos (e governos) abandonem de interferir na liberdade individual, sendo que o liberalismo social (também chamado de liberalismo moderno) mantém que o indivíduo tem o direito de ser provido de certos beneficios ou serviços pelos outros[25] Ao contrário dos liberais sociais, liberais clássicos são hostis à ideia do estado do bem estar social.[9] Eles não tem interesse em igualdade de resultados, mas apenas de igualdade perante à lei.[26] Liberalismo clássico é critico ao liberalismo social e acha ofensivo o direito do grupo ser perseguido em detrimento do direito do indivíduo.[27]

Friedrich Hayek identificou duas tradições diferentes no liberalismo clássico: a "tradição Britânica" e a "tradição Francesa". Hayek diz que filósofos da tradição Britânica como David Hume, Adam Smith, Adam Ferguson, Josiah Tucker, Edmund Burke e William Paley são representativos da tradição que articula fé no empirismo, no common law, e em tradições e instituições que se desenvolveram espontaneamente mas são pouco entendidas. A tradição Francesa inclui Jean-Jacques Rousseau, Marquis de Condorcet, a Encyclopédie e os Fisiocratas. Esta tradição acredita no racionalismo e nos poderes sem limites da razão, e algumas vezes demonstraram hostilidade à tradição e religião. Hayek concede que os títulos nacionais não correspondem exatamente a cada uma das tradições: Hayek viu que os franceses Montesquieu, Benjamin Constant e Alexis de Tocqueville pertencem a tradição Britânica e que os Britânicos Thomas Hobbes, William Godwin, Joseph Priestley, Richard Price e Thomas Paine como pertencendo a tradição Francesa.[28] Hayek também rejeito que o título "laissez faire" como originando da tradição Francesa e como alienígena ao que acreditava Hume, Smith e Burke.

História[editar | editar código-fonte]

As origens mais antigas do liberalismo clássico remontam a pensadores antigos como Aristóteles e Cícero

O Liberalismo pode encontrar algumas de suas raízes no humanismo que se iniciou com a contestação da autoridade das igrejas oficiais durante a Renascença, e com a facção Whigs da Revolução Gloriosa na Grã-Bretanha, cuja defesa do direito de escolherem o seu próprio rei pode ser vista como precursora das reivindicações de soberania popular. No entanto, os movimentos geralmente tidos como verdadeiramente "liberais" surgem durante o Iluminismo, particularmente o do partido Whig de Inglaterra, os filósofos em França e o movimento defensor do auto-governo na América colonial. Estes movimentos opunham-se à monarquia absoluta, mercantilismo, e diversas formas de ortodoxia religiosa e clericalismo. Foram também os primeiros a formular os conceitos de direitos individuais e do primado da lei, bem como da importância do auto-governo através de representantes eleitos.

O enfoque na "liberdade" como direito político essencial das pessoas foi repetidamente defendido ao longo da história: o conceito básico da liberdade foi criado durante a Idade Antiga na Grécia; na Idade Média as cidades italianas se revoltaram contra os Estados Pontifícios papais debaixo da bandeira da "liberdade", e, um século e meio depois, o filósofo Nicolau Machiavel fez da defesa das liberdades civis a chave da forma republicana de governar. A resistência holandesa ao opressivo catolicismo espanhol é freqüentemente apontado como outro exemplo; apesar da recusa em conceder liberdade de culto aos católicos, é usualmente considerado uma luta predecessora dos valores liberais.

A história do liberalismo como ideologia consistente, ou seja, em que a liberdade não é algo de acessório, mas a base fundamental dos direitos políticos e mais tarde do próprio Estado, começam a tomar forma como resposta ao absolutismo político e ao realismo no Reino Unido. O corte definitivo foi a concepção de que os indivíduos livres poderiam formar a base da estabilidade política em vez de terem licença de agir, desde que não colocassem em causa a estabilidade política. Esta concepção é geralmente atribuída a John Locke (1632-1704), cuja obra (Dois tratados de governo) estabeleceu duas ideias liberais fundamentais: liberdade econômica, ou seja o direito de possuir e usufruir da propriedade, e a liberdade intelectual, incluindo a liberdade de consciência, a qual é exposta em Da tolerância (1689). No entanto, ele não estende essas concepções de liberdade religiosa aos Católicos.

A Escolástica Tardia foi a grande base doutrinal da obra de Locke, para além da realidade concreta em que viveu. Recolhe a ideia, sobretudo de Francisco Suárez e Juan de Mariana, jesuítas espanhóis que defenderam o direito natural como base dos sistemas políticos, onde o homem entrega o poder para ser exercido por terceiros, mas mantendo sempre o direito de o assumir novamente, nos casos de injustiça. Estes autores reconhecem inclusive o direito à revolta, à revolução e ao tiranocídio, ou seja o derrube pela força do mau governante. Juan de Mariana vai mais além e defende que a sociedade e a liberdade individual se baseiam na propriedade. Locke desenvolve posteriormente a ideia de lei natural\direitos naturais, os quais ele define como "vida, liberdade e propriedade". A sua "Teoria do Direito Natural" é o antepassado distante da moderna concepção de Direitos Humanos. No entanto, para Locke, a propriedade era mais importante do que os direitos de participar no governo e no processo público de decisão: ele não defendia a democracia, porque receava que ao se dar o poder ao povo se provocaria a erosão da santidade da propriedade privada. No entanto, a ideia de direitos naturais desempenhou um papel chave na sustentação ideológica na Revolução Americana e na fase inicial da Revolução Francesa.

No continente Europeu, a doutrina do primado da lei, mesmo sobre os monarcas foi sustentada por Montesquieu em seu O espírito das leis. Neste trabalho, é defendida a ideia que "é melhor dizer que é preferível o governo mais conforme a natureza é aquele que melhor coincida com a vontade e disposição das pessoas em favor do qual é estabelecido," ao daquele estabelecido meramente pela força. Prosseguindo na mesma via, o economista político Jean-Baptiste Say e Destutt de Tracy foram os mais ardentes defensores da "harmonia" do mercado e deram provavelmente origem ao termo laissez-faire.

Na segunda metade do século XVIII emergiram duas escolas de pensamento particularmente relevantes para o pensamento liberal. Na Suécia-Finlandia o período de liberdade e governo parlamentar entre 1718 e 1772 viu surgir o parlamentar Anders Chydenius. O seu impacto deu-se sobretudo na região nórdica, mas também teve importantes consequências noutras áreas.

A outra escola é derivada do "iluminismo escocês", influenciando pensadores como David Hume, Adam Smith e por fim Immanuel Kant.

Edição japonesa de 1901 do livro A riqueza das nações de Adam Smith

Embora Adam Smith seja considerado como o mais famoso dos pensadores liberais, ele teve antecessores. Os fisiocratas em França propuseram-se estudar a política econômica de forma sistemática e a natureza da auto-regulação dos mercados. Mais relevante ainda, no seu livro 1765 book The National Gain Anders Chydenius foi o primeiro pensador a publicamente propor a liberdade de comércio e a definir os próprios princípios do liberalismo, onze anos antes de Adam Smith no seu livro a riqueza das nações em 1776. Benjamin Franklin, por seu turno, defendeu a liberdade para a indústria norte-americana em 1750.

O escocês Adam Smith (1723-1790) expôs a teoria de que os indivíduos poderiam estruturar a sua vida económica e moral sem se restringirem às intenções do Estado, e pelo contrário, de que as nações seriam tanto mais fortes e prósperas quanto mais permitissem que os indivíduos pudessem viver de acordo com a sua própria iniciativa. Defendeu o fim das regulações mercantis e feudais, dos grandes monopólios estatais ou similares e é encarado como o defensor do princípio do "laissez-faire" - o governo não deveria tomar posição no funcionamento livre do mercado. Adam Smith desenvolveu uma teoria de motivação pela qual tentou conciliar o interesse egoísta individual com a desordem social (sobretudo no Teoria dos Sentimentos Morais (1759)). O seu famoso trabalho, A Riqueza das Nações (1776), tentou explicar como o mercado com certas precondições naturalmente se auto-regularia por intermédio da agregação das decisões individuais e produziria muito mais eficientemente do que os pesados mercados regulados que eram a norma no seu tempo. As suas premissas eram a de que o papel do governo não deveria ter uma intervenção em áreas onde o lucro não poderia ser a motivação, e prevenir os indivíduos de usarem da força ou fraude para alterarem a livre competição, comércio e produção. Defendia que os governos deveriam apenas intervir fiscalmente em áreas onde as mesmas não tivessem impacto nos custos económicos, seguindo a teoria de Hume sobre circulação monetária, argumentando que era a produção de riquezas e não o total de ouro que representava a "riqueza" de uma nação.

Kant foi fortemente influenciado pelo empirismo e racionalismo de David Hume. O seu mais importante contributo para o liberalismo foi na área da ética, particularmente a sua asserção do imperativo categórico. Kant defendia que os sistemas resultantes da razão e da moral estavam subordinados à lei e moral natural, e portanto, quaisquer tentativas para as subverter só trariam o fracasso.O seu idealismo, foi estruturante, na visão de que existiam verdades fundamentais que os sistemas racionais não poderiam ignorar e nas quais se deveriam basear. Tal entendimento fazia a ligação com o Iluminismo Inglês o qual estabelecia a existência de direitos naturais.

Livre comércio e paz mundial[editar | editar código-fonte]

Vários liberais, incluindo Adam Smith e Richard Cobden, argumentam que a livre troca de bens entre as nações podem levar à paz mundial. Cientistas políticos modernos Americanos, incluindo Dahl, Doyle, Russet e O'Neil, apóiam essa teoria. Dr. Gartzke, da Universidade de Colúmbia, diz que "Acadêmicos como Montesquieu, Adam Smith, Richard Cobden, Normal Angell e Richard Rosecrance já haviam especulado que o livre mercado tem o potencial de liberar as nações do prospecto de uma guerra recorrente".[29] Os cientistas políticos John R. Oneal e Bruce M. Russet, conhecidos como os autores da Teoria da Paz Democrática, dizem:

Os liberais clássicos pregavam politicas para aumentar a liberdade e a prosperidade. Eles lutavam para aumentar os poderes das classes comerciais e abolir as cartas reais, monopólios, e politicas protecionistas de mercantilismo tudo para encorajar empreendedorismo e aumentar a eficiência produtiva. Eles também esperavam que a democracia e a economia laissez-faire diminuíssem as guerras.[30]

Adam Smith argumentava em a Riqueza das nações que enquanto as sociedades progrediam de nômades para sociedades industriais os ganhos da guerra aumentariam, mas os custos da guerra aumentariam ainda mais, tornando guerra algo difícil e de alto custo.[31]

…a honra, a fama, e as paparicações da guerra, não pertence as classes média e industriais; os altiplanos das batalhas são os campos de colheira da aristocracia, regados com sangue das pessoas… Enquanto nossos negócios estavam em dependências estrangeiras, como é caso da ultima metade de século… força e violência, eram necessários para comandas os consumires até nossos fabricantes… Mas guerra, apesar de ser o maior dos consumidores, não produz nada de retorno, mas, por abstrair trabalho da força produtiva e interromper o curso dos negócios, ela impede, de uma variedade de maneiras indiretas, a criação de riqueza; e, enquanto as hostilidades continuarem por uma série de anos, cada empréstimo de guerra será sentido nos nossos distritos comerciais e manufatureiros com cada vez mais pressão. Richard Cobden[32]

Quando produtos não podem cruzar as fronteiras, exércitos irão.Frederic Bastiat[33]

Por virtude dos interesses mútuos a natureza irá unir as pessoas contra a violência e a guerra… o espirito do comércio não coexiste com a guerra, e cedo ou tarde este espirito domina todas as pessoas. De todos os poderes que pertencem à uma nação, a poder financeiro é o mais confiável em forçar as nações perseguirem causas nobres de paz… e mesmo em uma ameaça de guerra mundial, elas ainda assim tentaram negociar por mediação, como se elas fossem permanentemente guiadas para este propósito - Immanuel Kant, the Perpetual Peace.

Cobden acreditava que os gastos militares pioravam o bem estar do estado e beneficiavam apenas uma pequena elite concentrada. Para Cobdem, e muitos liberais clássicos, aqueles que clamam por paz mundial também devem clamar por mercados livres.

Liberdade[editar | editar código-fonte]

O diretor executivo do The Objectivist Center e libertário David Kelley argumenta que os liberais clássicos tinham um conceito de liberdade inteiramente em contradição com a definição liberal moderna.[25] Enquanto os liberais clássicos pediam por livre comércio e autoridade central limitada, os liberais modernos redefiniram liberdade e direitos humanos para incluir autoridade do governo sobre a propriedade, trabalho e capital. Adam Smith argumentava que de maneria à servir o bem estar a humanidade, os indivíduos devem ser livres para seguir seus próprios interesses, que devem "sustentar a vida e comprar produtos", e que o governo deveria não interferir no livre empreendimento, impedindo apenas competição desleal e brigas.[34]

Sobre o conceito liberal clássico de liberdade, do Edinburgh Review, de 1843: Tenha certeza que liberdade de comércio, liberdade de pensamento, liberdade de expressão e liberdade de ação, não são mais que modificações de uma verdade fundamental, e que todas devem ser mantidas ou se arriscará tudo; ou se sustentam ou todos caem.[35]

Kelley também sugere que os liberais clássicos entendiam liberdade como uma direito negativo, livre da ação coerciva dos outros. Liberais modernos incluem direitos positivos na liberdade, que são os direitos de controlar e determinar suas próprias ações e destino e da provisão de produtos.[25] O entendimento moderno de liberdade positiva é o oposto do pensamento clássico de liberdade negativa.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Brad Stetson, Human Dignity and Contemporary Liberalism (Westport, CT: Praeger/Greenwood, 1998), 26.
  2. a b Ian Adams, Political Ideology Today (Manchester: Manchester University Press, 2001), 20.
  3. Kirkpatrick, Jerry. Montessori, Dewey, and Capitalism. TLJ Books, 2008, p. 35
  4. McNeil, William C. Money and Economic Change. Columbia History of the Twentieth Century. Columbia University Press. 2000. p. 284
  5. Razeen Sally, Classical Liberalism and International Economic Order: Studies in Theory and Intellectual History (London: Routledge, 1998), 17 (ISBN 0-415-16493-1). "Hence the normative core of classical liberalism is the approbation of economic freedom or laissez-faire—Adam Smith's 'obvious and simple system of natural liberty'—out of which spontaneously emerges a vast and intricate system of cooperation in exchanging goods and services and catering for a plenitude of wants."
  6. Eric Aaron, What's Right? (Dural, Australia: Rosenberg Publishing, 2003), 75.
  7. James L. Richardson, Contending Liberalisms in World Politics: Ideology and Power (Boulder, CO: Lynne Rienner Publishers, 2001), 52. "The term classical liberalism was applied in retrospect to distinguish earlier nineteenth-century liberalism from the new or modern liberalism, here termed social liberalism, of Green and Hobhouse. It is taken here to include the political economists' laissez-faire within a broader political philosophy whose central value was securing of individual freedom against arbitrary state power."
  8. a b Anthony Quinton, "Conservativism", in A Companion to Contemporary Political Philosophy, ed. Robert E. Goodin and Philip Pettit (Oxford: Blackwell Publishing, 1995), 246.
  9. a b c Alan Ryan, "Liberalism", in A Companion to Contemporary Political Philosophy, ed. Robert E. Goodin and Philip Pettit (Oxford: Blackwell Publishing, 1995)
  10. Encyclopædia Britannica Online, s.v. "Liberalism" (by Harry K. Girvetz and Minogue Kenneth), p. 16 (accessed May 16, 2006). "With modern liberalism seemingly powerless to boost stagnating living standards in mature industrial economies, the more energetic response to the problem turned out to be a revival of classical liberalism. The intellectual foundations of this revival were primarily the work of the Austrian-born British economist Friedrich von Hayek and the American economist Milton Friedman."
  11. David Conway, Classical Liberalism: The Unvanquished Ideal (New York: St. Martin's), 8. "After falling into almost complete intellectual disrepute towards the end of the nineteenth century, classical liberalism was rescued from oblivion and revived in the twentieth century by such notable thinkers as Ludwig von Mises and Friedrich Hayek."
  12. Alexander Rüstow, Das Versagen des Wirtschaftsliberalismus (1950).
  13. Wilhelm Röpke, Civitas Humana (Erlenbach-Zürich: E. Rentsch, 1944).
  14. Raimondo Cubeddu, preface to "Perspectives of Libertarianism", Etica e Politica (Università di Trieste) V, no. 2 (2003). "It is often difficult to distinguish between 'Libertarianism' and 'Classical Liberalism.' Those two labels are used almost interchangeably by those whom we may call libertarians of a minarchist persuasion: scholars who, following Locke and Nozick, believe a state is needed in order to achieve effective protection of property rights."
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