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Economia do Brasil

BM&FBovespa
Moeda Real (R$, BRL)
Ano fiscal Ano natural
Blocos comerciais OMC, Mercosul, Unasul, G-20 e outras
Estatísticas
PIB R$4,782 trilhões (2013)[1] ()
Variação do PIB 2,5% (2013)[2]
PIB per capita R$23.927 (2013)[1] (63º)
PIB por setor agricultura: 5,5% indústria: 28,7% serviços: 65,8% (2007)[3]
Inflação (IPC) 5,8% (2013)
População
abaixo da linha de pobreza


15% (2012)<http://www.metodista.br/cidadania/numero-40/reducao-da-pobreza-e-desafio-para-o-brasil/</ref>
Coeficiente de Gini 0.542751 (2009)[4]
Força de trabalho total 95,21 milhões (2009 est.)
Força de trabalho
por ocupação
agricultura: 20%, indústria: 14% e serviços: 66% (2003 est.)
Desemprego 5,8% (2013)[5]
Principais indústrias aviões, aço, minério de ferro, carvão, máquinas, armamento, têxteis e vestuário, petróleo, cimento, produtos químicos, fertilizantes, produtos de consumo, incluindo calçados, brinquedos e eletrônicos; transformação de alimentos, equipamentos de transporte, incluindo automóveis, veículos ferroviários e locomotivas , navios e aeronaves; eletrônica; equipamento de telecomunicações, satélites, imóveis, turismo
Exterior
Exportações $256 bilhões (2011)[6]
Produtos exportados equipamentos de transporte, minério de ferro, soja, calçados, automóveis, café, suco de laranja
Principais parceiros de exportação Estados Unidos 14,0%, Argentina 8,9%, China 8,3%, Países Baixos 5,3%, Alemanha 4,5%, Japão 3,1% (2008)
Importações $226,2 bilhões (2011))[6]
Produtos importados máquinas, equipamentos elétricos e de transporte, produtos químicos, petróleo, autopeças, eletrônicos
Principais parceiros de importação Estados Unidos 14,9%, China 11,6%, Argentina 7,7%, Alemanha 6,9%, Japão 3.9%, Nigéria 3.9%, Coreia do Sul 3,1% (2008)
Dívida externa bruta $261,4 bilhões (janeiro de 2011 est.)[7]
Finanças públicas
Receitas $1,0 trilhão
Despesas $926.8 bilhões (2011 est.)
Dívida pública: 54,4% do PIB (2011 est.)
Notação de crédito BBB [8] [9] [10]
Reservas cambiais
$368,488 bilhões (18/04/2012)[11]
Fonte principal: CIA World Fact Book
Salvo indicação contrária, os valores estão em US$

A economia do Brasil tem um PIB nominal de 2,39 trilhões de dólares[12] (4,14 trilhões de reais), foi classificada como a sétima maior economia do mundo em 2011, segundo o FMI (considerando o PIB de 2,39 trilhões de dólares, para 2012), [12] e também a sétima, de acordo com o Banco Mundial (considerando um PIB de 2,09 trilhões de dólares em 2010) [13] e o World Factbook da CIA (estimando o PIB de 2011 em 2,28 trilhões de dólares).[14] É a segunda maior do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos. Com a desvalorização do real ocorrida em 2012, a economia voltou a ser a sétima do mundo.[15]

Segundo o banco de investimento Goldman Sachs, a economia brasileira deve tornar-se a quarta maior do mundo por volta de 2050.[16] O Brasil é uma das chamadas potências emergentes: é o "B" do grupo BRICS. É membro de diversas organizações econômicas, como o Mercosul, a UNASUL, o G8+5, o G20 e o Grupo de Cairns. Tem centenas de parceiros comerciais, e cerca de 60% das exportações do país referem-se a produtos manufaturados e semimanufaturados.[17] Os principais parceiros comerciais do Brasil em 2008 foram: Mercosul e América Latina (25,9% do comércio), União Europeia (23,4%), Ásia (18,9%), Estados Unidos (14,0%) e outros (17,8%).[18]

Segundo o Fórum Econômico Mundial, o Brasil foi o país que mais aumentou sua competitividade em 2009, ganhando oito posições entre outros países, superando a Rússia pela primeira vez e fechando parcialmente a diferença de competitividade com a Índia e a China, economias BRIC . Importantes passos dados na década de 1990 para estabilizar a economia, como sustentabilidade fiscal, medidas tomadas para liberalizar e abrir a economia, impulsionaram significativamente os fundamentos do país em matéria de competitividade, proporcionando um melhor ambiente para o desenvolvimento do setor privado.[19] [20] .

Posteriormente, na década de 2000 o avanço da inclusão social, com programas com o Bolsa-Família e os sucessivos aumentos no salário-mínimo, possibilitou a ascensão de 30 milhões de brasileiros à classe média o que fortaleceu seu mercado consumidor, tornando-o mais atraente para os investidores internacionais elevando seu investimento estrangeiro direto. Somado ao surgimento da "nova classe-média", a retomada dos investimentos em infraestrutura, como transporte e energia, sustentaram o crescimento econômico até a crise mundial de 2008.

O país dispõe de setor tecnológico sofisticado e desenvolve projetos que vão desde submarinos a aeronaves (a Embraer é a terceira maior empresa fabricante de aviões no mundo).[21] O Brasil também está envolvido na pesquisa espacial. Possui um centro de lançamento de satélites e foi o único país do Hemisfério Sul a integrar a equipe responsável pela construção do Estação Espacial Internacional (EEI).[22] É também o pioneiro na introdução, em sua matriz energética, de um biocombustível - o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.[23] Em 2008, a Petrobras criou a subsidiária, a Petrobras Biocombustível, que tem como objetivo principal a produção de biodiesel e etanol, a partir de fontes renováveis, como biomassa e produtos agrícolas.

História[editar | editar código-fonte]

Quando os exploradores portugueses chegaram no século XV, as tribos indígenas do Brasil totalizavam cerca de 2,5 milhões de pessoas, que praticamente viviam de maneira inalterada desde a Idade da Pedra. Da colonização portuguesa do Brasil (1500-1822) até o final dos anos 1930, os elementos de mercado da economia brasileira basearam-se na produção de produtos primários para exportação. Dentro do Império Português, o Brasil era uma colônia submetida a uma política imperial mercantil, que tinha três principais grandes ciclos de produção econômica - o açúcar, o ouro e, a partir do início do século XIX, o café. A economia do Brasil foi fortemente dependente do trabalho escravizado Africano até o final do século XIX (cerca de 3 milhões de escravos africanos importados no total). Desde então, o Brasil viveu um período de crescimento econômico e demográfico forte, acompanhado de imigração em massa da Europa (principalmente Portugal, Itália, Espanha e Alemanha) até os anos 1930. Na América, os Estados Unidos, o Brasil, o Canadá e a Argentina (em ordem decrescente) foram os países que receberam a maioria dos imigrantes. No caso do Brasil, as estatísticas mostram que 4,5 milhões de pessoas emigraram para o país entre 1882 e 1934.

PNB per capita:
  Brasil (US$ 12,789)
  PNB per capita maior em relação ao Brasil
  PNB per capita menor em relação ao Brasil
Representação gráfica dos produtos exportados pelo Brasil em 28 categorias codificadas por cor.

O Brasil atrelou a sua moeda, o real, ao dólar americano em 1994. No entanto, após a crise financeira da Ásia Oriental, a crise russa em 1998[24] e uma série de eventos adversos financeiros que se seguiram, o Banco Central do Brasil alterou temporariamente sua política monetária para um regime de flutuação gerenciada, enquanto atravessava uma crise de moeda, até que definiu a modificação do regime de câmbio livre flutuante em janeiro de 1999.[25] O país recebeu um pacote de resgate de US$ 30,4 bilhões do Fundo Monetário Internacional, em meados de 2002,[26] uma soma recorde. O Banco Central brasileiro pagou o empréstimo do FMI em 2005, embora pudesse pagar a dívida até 2006.[27] Uma das questões que o Banco Central do Brasil recentemente tratou foi um excesso de fluxos especulativos de capital de curto prazo para o país, o que pode ter contribuído para uma queda no valor do dólar frente ao real durante esse período.[28] No entanto, o investimento estrangeiro direto (IED), relacionado a longo prazo, menos investimento especulativo em produção, estima-se ser de US$ 193,8 bilhões para 2007.[29] O monitoramento e controle da inflação atualmente desempenha um papel importante nas funções do Banco Central de fixar as taxas de juro de curto prazo como uma medida de política monetária.[30]

Atualmente, com uma população de 190 milhões e recursos naturais abundantes, o Brasil é um dos dez maiores mercados do mundo, produzindo 35 milhões de toneladas de aço, 26 milhões de toneladas de cimento, 3,5 milhões de aparelhos de televisão e 5 milhões de geladeiras. Além disso, cerca de 70 milhões de metros cúbicos de petróleo estão sendo processados anualmente em combustíveis, lubrificantes, gás propano e uma ampla gama de mais de cem produtos petroquímicos. Além disso, o Brasil tem pelo menos 161.500 quilômetros de estradas pavimentadas e mais de 108.000 megawatts de capacidade instalada de energia elétrica.

Seu PIB real per capita ultrapassou US$ 8.000 em 2008, devido à forte e continuada valorização do real, pela primeira vez nesta década. Suas contas do setor industrial respondem por três quintos da produção industrial da economia latino-americana.[17] O desenvolvimento científico e tecnológico do país é um atrativo para o investimento direto estrangeiro, que teve uma média de US$ 30 bilhões por ano nos últimos anos, em comparação com apenas US$ 2 bilhões/ano na década passada,[17] evidenciando um crescimento notável. O setor agrícola, também tem sido notavelmente dinâmico: há duas décadas esse setor tem mantido Brasil entre os países com maior produtividade em áreas relacionadas ao setor rural.[17] O setor agrícola e o setor de mineração também apoiaram superávits comerciais que permitiram ganhos cambiais maciços e pagamentos da dívida externa.

Com um grau de desigualdade ainda grande, a economia brasileira tornou-se uma das maiores do mundo. De acordo com a lista de bilionários da revista Forbes de 2011, o Brasil é o oitavo país do mundo em número de bilionários, à frente inclusive do Japão, com um número bastante superior aos dos demais países latino americanos.[31]

Componentes da economia[editar | editar código-fonte]

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O setor de serviços responde pela maior parte do PIB, com 66,8%, seguido pelo setor industrial, com 29,7% (estimativa para 2007), enquanto a agricultura representa 3,5% (2008 est). A força de trabalho brasileira é estimada em 100,77 milhões, dos quais 10% são ocupados na agricultura, 19% no setor da indústria e 71% no setor de serviços.

Agricultura e produção de alimentos[editar | editar código-fonte]

O desempenho da agricultura brasileira põe o agronegócio em uma posição de destaque em termos de saldo comercial do Brasil, apesar das barreiras alfandegárias e das políticas de subsídios adotadas por alguns países desenvolvidos. Em 2010, segundo a OMC o país foi o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e da União Europeia.[32]

Produção agrícola
Agriculture in Brazil.PNG
Colheitadeira em uma plantação.
Principais produtos Café, soja, trigo, arroz, milho, cana-de-açúcar, cacau, citrinos, carne.
Taxa de crscimento da agricultura 9,2% (2008).
Força de trabalho 15% do total da força de trabalho.
PIB do setor 3,5% do total.

No espaço de cinquenta e cinco anos (de 1950 a 2005), a população brasileira passou de aproximadamente 52 milhões para cerca de 185 milhões de indivíduos, ou seja, um crescimento demográfico médio de 2% ao ano.[33] [34] A fim de atender a essa demanda, uma autêntica revolução verde teve lugar, permitindo que o país criasse e expandisse seu complexo setor de agronegócio. No entanto, a expansão da fronteira agrícola se deu à custa de grandes danos ao meio ambiente, destacando-se o desmatamento de grandes áreas da Amazônia, sobretudo nas últimas quatro décadas.[35]

A importância dada ao produtor rural tem lugar na forma do Plano da Agricultura e Pecuária e através de outro programa especial voltado para a agricultura familiar (Pronaf), que garantem o financiamento de equipamentos e da cultura, incentivando o uso de novas tecnologias e pelo zoneamento agrícola. Com relação à agricultura familiar, mais de 800 mil habitantes das zonas rurais são auxiliados pelo crédito e por programas de pesquisa e extensão rural, notadamente através da Embrapa. A linha especial de crédito para mulheres e jovens agricultores visa estimular o espírito empreendedor e a inovação.

Com o Programa de Reforma Agrária, por outro lado, o objetivo do país é dar vida e condições adequadas de trabalho para mais de um milhão de famílias que vivem em áreas distribuídas pelo governo federal, uma iniciativa capaz de gerar dois milhões de empregos. Através de parcerias, políticas públicas e parcerias internacionais, o governo está trabalhando para garantir infraestrutura para os assentamentos, a exemplo de escolas e estabelecimentos de saúde. A idéia é que o acesso à terra represente apenas o primeiro passo para a implementação de um programa de reforma da qualidade da terra.

Mais de 600 000 km² de terras são divididas em cerca de cinco mil domínios da propriedade rural, uma área agrícola atualmente com três fronteiras: a região Centro-Oeste (cerrado), a região Norte (área de transição) e de partes da região Nordeste (semiárido). Na vanguarda das culturas de grãos, que produzem mais de 110 milhões de toneladas/ano, é a de soja, produzindo 50 milhões de toneladas.

Na pecuária bovina de sensibilização do setor, o "boi verde", que é criado em pastagens, em uma dieta de feno e sais minerais, conquistou mercados na Ásia, Europa e nas Américas, particularmente depois do período de susto causado pela "doença da vaca louca". O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, com 198 milhões de cabeças, responsável pelas exportações superando a marca de US$ 1 bilhão/ano.

Pioneiro e líder na fabricação de celulose de madeira de fibra-curta, o Brasil também tem alcançado resultados positivos no setor de embalagens, em que é o quinto maior produtor mundial. No mercado externo, responde por 25% das exportações mundiais de açúcar bruto e açúcar refinado, é o líder mundial nas exportações de soja e é responsável por 80% do suco de laranja do planeta e, desde 2003, teve o maior números de vendas de carne de frango, entre os que lidam no setor.[36]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Produção industrial
Air.france.erj145.750pix.jpg
Jato Embraer RJ 145 manufaturado pela Embraer.
Principais indústrias Indústria automotiva, petroquímica, máquinas, eletrônicos, cimento e construção, aeronaves, têxtil, alimentos e bebidas, mineração, bens de consumo duráveis, turismo.
Taxa de crescimento da indústria 8,8% (2008)
Força de trabalho 21% do total da força de trabalho.
PIB do setor 29,7% do total.

O Brasil tem o segundo maior parque industrial na América. Contabilizando 28,5% do PIB do país, as diversas indústrias brasileiras variam de automóveis, aço e petroquímicos até computadores, aeronaves e bens de consumo duráveis. Com o aumento da estabilidade econômica fornecido pelo Plano Real, as empresas brasileiras e multinacionais têm investido pesadamente em novos equipamentos e tecnologia, uma grande parte dos quais foi comprado de empresas estadunidenses.

O Brasil possui também um diversificado e relativamente sofisticado setor de serviços. Durante a década de 1990, o setor bancário representou 16% do PIB. Apesar de sofrer uma grande reformulação, a indústria de serviços financeiros do Brasil oferece às empresas locais uma vasta gama de produtos e está atraindo inúmeros novos operadores, incluindo empresas financeiras estadunidenses. A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo está passando por um processo de consolidação e o setor de resseguros, anteriormente monopolista, está sendo aberto a empresas de terceiros.[37]

Em 31 de dezembro de 2007, havia cerca de 21.304.000 linhas de banda larga no Brasil. Mais de 75% das linhas de banda larga via DSL e 10% através de modem por cabo.

As reservas de recursos minerais são extensas. Grandes reservas de ferro e manganês são importantes fontes de matérias-primas industriais e receitas de exportação. Depósitos de níquel, estanho, cromita, urânio, bauxita, berílio, cobre, chumbo, tungstênio, zinco, ouro, nióbio e outros minerais são explorados. Alta qualidade de cozimento de carvão de grau exigido na indústria siderúrgica está em falta. O Brasil possui extensas reservas de terras raras, minerais essenciais à indústria de alta tecnologia.[38] De acordo com a Associação Mundial do Aço, o Brasil é um dos maiores produtores de aço do mundo, tendo estado sempre entre os dez primeiros nos últimos anos.[39]

O Brasil, juntamente com o México, tem estado na vanguarda do fenômeno das multinacionais latino-americanas, que, graças à tecnologia superior e organização, têm virado sucesso mundial. Essas multinacionais têm feito essa transição, investindo maciçamente no exterior, na região e fora dela, e assim realizando uma parcela crescente de suas receitas em nível internacional.[19] O Brasil também é pioneiro nos campos da pesquisa de petróleo em águas profundas, de onde 73% de suas reservas são extraídas. De acordo com estatísticas do governo, o Brasil foi o primeiro país capitalista a reunir as dez maiores empresas montadoras de automóvel em seu território nacional.[17]

Maiores companhias[editar | editar código-fonte]

Em 2012, 33 empresas brasileiras foram incluídas na Forbes Global 2000 - uma classificação anual das principais 2000 companhias em todo o mundo pela revista Forbes.[40] As 10 maiores empresas são:

Posição mundial Companhia Indústria Receita
(bilhões $)
Lucros
(bilhões $)
Ativos
(bilhões $)
Valor de mercado
(bilhões $)
Sede
8 Petrobras Operações de gás e petróleo 208,3 15,04 149,98 295,60 Rio de Janeiro
49 Vale Mineração 43,23 14,26 84,70 171,39 Rio de Janeiro
81 Banco Bradesco Banco 36,12 4,11 192,65 59,80 Osasco, Grande São Paulo
101 Banco do Brasil Banco 28,61 2,60 202,00 41,54 Brasília
103 Banco Itaú Banco 28,97 2,05 167,06 28,22 São Paulo
203 Unibanco Banco 15,29 1,94 84,04 27,37 São Paulo
322 Eletrobrás Utilitários 9,20 0,54 56,62 18,08 Rio de Janeiro
514 Usiminas Materiais 5,82 1,18 8,63 19,14 Belo Horizonte
519 Oi Serviços de telecomunicações 7,90 0,61 12,36 11,69 Rio de Janeiro
606 Gerdau Aço 11,03 0,63 12,39 8,13 Porto Alegre

Energia[editar | editar código-fonte]

O governo brasileiro empreendeu um ambicioso programa para reduzir a dependência do petróleo importado. As importações eram responsáveis por mais de 70% das necessidades de petróleo do país, mas o Brasil se tornou autossuficiente em petróleo em 2006. O Brasil é um dos principais produtores mundiais de energia hidrelétrica, com capacidade atual de cerca de 108.000 megawatts. Hidrelétricas existentes fornecem 80% da eletricidade do país. Dois grandes projetos hidrelétricos, a 15.900 megawatts de Itaipu, no rio Paraná (a maior represa do mundo) e da barragem de Tucuruí no Pará, no norte do Brasil, estão em operação. O primeiro reator nuclear comercial do Brasil, Angra I, localizado perto do Rio de Janeiro, está em operação há mais de 10 anos. Angra II foi concluído em 2002 e está em operação também. Angra III tem a sua inauguração prevista para 2014. Os três reatores terão uma capacidade combinada de 9.000 megawatts quando concluídos. O governo também planeja construir mais 17 centrais nucleares até ao ano de 2020.

Situação econômica[editar | editar código-fonte]

Indicadores
Inflação (IPCA)
2002 12,53%
2003 9.30%
2004 7,60%
2005 5.69%
2006 3,14%
2007 4,46%
2008 5,90%
2009 4,31%
2010 5,91%
2011 6,50%
FONTE:Índice de Preços ao Consumidor Ampliado. IBGE, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor, apud Ipea.
Formação bruta de capital fixo (% do PIB)
2001 17,0%
2002 16,4%
2003 15,3%
2004 16,1%
2005 15,9%
2006 16,4%
2007 17,4%
2008 19,1%
2009 16,9%
2010 18,4%
FONTE:IBGE. Anuário Estatístico 2011.Tabela 1.2 Taxa de investimento a preços correntes.
Taxa média de crescimento do PIB em 1950-2009
1950-59 7,1%
1960-69 6,1%
1970-79 8,9%
1980-89 3,0%
1990-99 1,7%
2000-09 3,3%
FONTE: Produto interno bruto (PIB): variação real anual. IBGE. Sistema de Contas Nacionais Referência 2000, apud Ipea
Cquote1.svg [...] (O Brasil) É um dos poucos países que conseguiram com sucesso reduzir a desigualdade econômica, no momento em que as desigualdades em todos os lugares estavam em aprofundamento. Sucessivos governos brasileiros, de partidos políticos rivais, conseguiram melhorar a educação, a saúde e a qualidade de vida de milhões de cidadãos pobres e que agora se juntaram a uma crescente classe média. O Brasil tem uma política energética que gerou a mais vibrante indústria de biocombustíveis do mundo. Em 1995, 15 por cento das crianças em idade escolar não iam à escola. Em 2005, caiu para 3 por cento e hoje o Brasil praticamente atingiu o ensino básico universal. Cquote2.svg
Moisés Naím, Newsweek, 22 de junho de 2009 [41]

Crescimento sustentado[editar | editar código-fonte]

Somente em 1808, mais de trezentos anos depois de ser descoberto por Portugal, é que o Brasil obteve uma autorização do governo português para estabelecer as primeiras fábricas.

No século XXI, o Brasil é uma das dez maiores economias do mundo. Se, pelo menos até meados do século XX, a pauta de suas exportações era basicamente constituída de matérias-primas e alimentos, como o açúcar, borracha e ouro, hoje 84% das exportações se constituem de produtos manufaturados e semimanufaturados.

Nos anos 2000, a produção interna aumentou 32,3% . O agronegócio (agricultura e pecuária) cresceu 47%, ou 3,6% ao ano, sendo o setor mais dinâmico - mesmo depois de ter resistido às crises internacionais, que exigiram uma constante adaptação da economia brasileira.[42]

A posição em termos de transparência do Brasil no ranking internacional é a 75ª de acordo com a Transparência Internacional.[43] É igual à posição da Colômbia, do Peru e do Suriname.

Controle e reforma[editar | editar código-fonte]

Entre as medidas recentemente adotadas a fim de equilibrar a economia, o Brasil realizou reformas para a sua segurança social e para os sistemas fiscais. Essas mudanças trouxeram consigo um acréscimo notável: a Lei de Responsabilidade Fiscal, que controla as despesas públicas dos Poderes Executivos federal, estadual e municipal. Ao mesmo tempo, os investimentos foram feitos no sentido da eficiência da administração e políticas foram criadas para incentivar as exportações, a indústria e o comércio, criando "janelas de oportunidade" para os investidores locais e internacionais e produtores. Com estas mudanças, o Brasil reduziu sua vulnerabilidade. Além disso, diminuiu drasticamente as importações de petróleo bruto[44] e tem metade da sua dívida doméstica pela taxa de câmbio ligada a certificados. O país viu suas exportações crescerem, em média, a 20% ao ano. A taxa de câmbio não coloca pressão sobre o setor industrial ou sobre a inflação (em 4% ao ano) e acaba com a possibilidade de uma crise de liquidez. Como resultado, o país, depois de 12 anos, conseguiu um saldo positivo nas contas que medem as exportações/importações, acrescido de juros, serviços e pagamentos no exterior. Assim, respeitados economistas dizem que o país não será profundamente afetado pela atual crise econômica mundial.[carece de fontes?]

Políticas[editar | editar código-fonte]

Evolução do PIB do Brasil entre 1995 e 2009, em milhões de reais.

O apoio para o setor produtivo foi simplificado em todos os níveis; ativos e independentes, o Congresso e o Poder Judiciário procederam à avaliação das normas e regulamentos. Entre as principais medidas tomadas para estimular a economia estão a redução de até 30% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o investimento de US$ 8 bilhões em frotas de transporte rodoviário de cargas, melhorando assim a logística de distribuição. Recursos adicionais garantem a propagação de telecentros de negócios e informações.

A implementação de uma política industrial, tecnológica e de comércio exterior, por sua vez, resultou em investimentos de US$ 19,5 bilhões em setores específicos, como softwares e semicondutores, farmacêutica e medicamentos e no setor de bens de capital.[45]

Renda[editar | editar código-fonte]

O salário mínimo fixado para o ano de 2011 é de R$ 545,00 por mês,[46] totalizando R$ 7.085,00 ao ano (incluindo o 13º salário). O PIB per capita do país em 2010 foi de R$ 19.016,00.[47] Um estudo da Fundação Getúlio Vargas, com base em dados do IBGE, elaborou uma lista das profissões mais bem pagas do Brasil em 2007[48] . Os valores podem variar muito de acordo com o estado da federação em que o profissional vive. As carreiras de Direito, Administração e Medicina ficaram entre as mais bem pagas, seguidas por algumas Engenharias.

Municípios[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. a b [1]
  2. http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,pib-de-2013-e-revisado-para-cima-e-fica-em-2-5,186525e
  3. IBGE :: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  4. Renda - desigualdade - coeficiente de Gini. Fonte: IPEA. Data da atualização: 1º de setembro de 2010. O coeficiente de Gini mede o grau de desigualdade na distribuição da renda domiciliar per capita. O valor pode variar de zero, quando não há desigualdade (as rendas de todos os indivíduos têm o mesmo valor), até 1, quando a desigualdade é máxima (apenas um indivíduo detém toda a renda da sociedade e a renda de todos os outros indivíduos é nula).
  5. [2]
  6. a b accessdate=December 2, 2012 Ministerio do Desenvolvimento Industria e Comercio Exterior (2011).
  7. Banco Central do Brasil. Setor externo. Nota para a imprensa, 23 de março de 2012.
  8. O Brasil agora é BBB Brasil Econômico (18 de novembro de 2011). Visitado em 18 de novembro de 2011. "Ontem, uma dessas agências, a Standard & Poor's, anunciou a elevação da nota brasileira. De BBB- para BBB."
  9. Bloomberg: Brazilian Debt Raised to Investment Grade by S&P
  10. José Dirceu (24 de novembro de 2011). Pilares da economia brasileira Brasil Econômico. Visitado em 25 de novembro de 2011. "Há pouco tempo, a Fitch, outra agência de risco, já havia elevado nossa nota de BBB- para BBB, com perspectiva estável."
  11. Banco Central do Brasil. PEDD Padrão Especial de Disseminação de Dados
  12. a b FMI - World Eoncomic Outlook - Abril de 2013
  13. Gross domestic product 2010 (millions of US dollars) Ranking. World Development Indicators database, World Bank, 1 de julho de 2011.
  14. Brazil. Economy - overview
  15. http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=111376
  16. Goldman SachsThe N-11: More Than an Acronym (28 de março de 2007). Visitado em 29 de dezembro de 2011.
  17. a b c d e About Brazil Brazilian Government
  18. MDIC - Brazil Balance of Trade 2008
  19. a b Global Competitiveness Report 2009-2010
  20. The Global Competitiveness Report2010–2011 (em inglês) Professor Klaus Schwab. World Economic Forum. Geneva, Switzerland 2010.
  21. Embraer stock jumps on upbeat margins, sales view. Reuters, 29 de julho de 2011.
  22. Countries Participating in the ISS ISS EarthKam
  23. Biocombustível
  24. Baig, Taimur (2000). The Russian default and the contagion to Brazil (PDF) Fundo Monetário Internacional. Visitado em 2008-06-06.
  25. Fraga, Arminio (2000). Monetary Policy During the Transition to a Floating Exchange Rate: Brazil's Recent Experience Fundo Monetário Internacional. Visitado em 2008-06-06.
  26. Wheatley, Jonathan. "Brazil: When an IMF Bailout Is Not Enough", Business Week, 2002-09-02. Página visitada em 2008-6-6. (em inglês)
  27. "Brazil to pay off IMF debts early", BBC News, 2005-12-14. Página visitada em 2008-6-6. (em inglês)
  28. Economic Quarterly (PDF) (em inglês) p. 171. Institute of Applied Economic Research (2007-3-1). Visitado em 2008-6-6.
  29. Capital Flows to Emerging Markets Set at Close to Record Levels (em inglês) The Institute of International Finance (2007-5-31). Visitado em 2008-6-6.
  30. IPCA, IPC-FIPE and IPC-BR: Methodological and Empirical Differences (PDF) Central Bank of Brazil (2004). Visitado em 2008-06-06.
  31. The World's Billionaires. Forbes, 3 de outubro de 2010.
  32. Brasil supera Canadá e se torna o terceiro maior exportador agrícola - O Estado de S.Paulo, 7 de março de 2010 (visitado em 7-3-2010)
  33. Evolução econômica e institucional do setor primário no Brasil: em direção ao desenvolvimento rural?, por Eduardo Ernesto FILIPPI.
  34. IBGE. Tendências demográficas no período de 1950/2000
  35. A desflorestação da Amazónia: do “inferno verde” ao “deserto vermelho”?
  36. Economy sectors. Farming and cattle raising
  37. Government breaks reinsurance monopoly, discards privatization (in Portuguese). Visitado em 2008-04-29.
  38. LAPIDO LOUREIRO, Francisco E. de V. Terras-raras no Brasil - Depósitos, recursos identificados, reservas. MCT. CNPq. CETEM, 1994.
  39. World Steel Association. Crude Steel Production - May 2011
  40. Forbes Global 2000: Brazil. Visitado em 18 de abril de 2012.
  41. The Havana Obsession: Why All Eyes are on a Bankrupt Island by Moisés Naím, Newsweek, 22 de junho de 2009
  42. Sustainable growth Brazilian Government
  43. Transparency by country 2009
  44. 15/02/2011 Brasil deixa de comprar petróleo bruto árabe
  45. Consistent policies Brazilian Government
  46. Reajuste do salário mínimo começa a valer a partir de março
  47. Jornal Zero Hora
  48. Median Incomes in Brazil by Career in 2007 - FGV. Visitado em 11 de junho de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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