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Santa Catarina de Siena, T.O.S.D.
Santa Catarina de Siena
ca. 1665-70. Por Carlo Dolci, atualmente na Dulwich Picture Gallery, em Londres.
Virgem; Doutora da Igreja
Nascimento 25 de março de 1347[a] em Siena, República de Siena
Morte 29 de abril de 1380 (33 anos) em Roma
Veneração por Igreja Católica
Comunhão Anglicana
Igreja Luterana
Canonização 1461, Roma por Papa Pio II
Principal templo Santa Maria sopra Minerva, em Roma
Festa litúrgica 29 de abril
Atribuições hábito dominicano; lírio; livro; crucifixo; coração; coroa de espinhos; estigmas; anel; pomba; rosa; caveira; miniatura de uma igreja; miniatura de um navio com o brasão papal
Padroeira contra o fogo; doenças corporais; Itália; Europa; contra abortos naturais; pessoas ridicularizadas por sua fé; contra tentações sexuais; enfermeiros
Gloriole.svg Portal dos Santos

Catarina de Siena, T.O.S.D., foi uma terceira da Ordem dos Pregadores (dominicanos), filósofa escolástica e teóloga do século XIV nascida em Siena, na República de Siena. Lutou arduamente para trazer o papado de Gregório XI de volta para Roma durante o chamado "Cisma do Ocidente", um período de quase um século no qual se estabeleceu o papado de Avinhão, e também foi fundamental para a restauração da paz entre as cidades-estado italianas.

Desde 18 de junho de 1866, ela é uma das duas padroeiras da Itália juntamente com São Francisco de Assis[1] . Em 3 de outubro de 1970, Catarina foi proclamada Doutora da Igreja pelo papa Paulo VI[2] e, em 1 de outubro de 1999, São João Paulo II nomeou-a uma das seis padroeiras da Europa, juntamente com São Bento, Santos Cirilo & Metódio, Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)[3] [4] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Caterina di Giacomo di Benincasa nasceu em 25 de março de 1347 na cidade de Siena devastada pela Peste Negra, filha de Giacomo di Benincasa, um tintureiro que tocava seus negócios com a ajuda de seus filhos, e Lapa Piagenti, que pode ser a filha de um poeta local[5] , numa casa que ainda existe na cidade. Lapa tinha aproximadamente quarenta anos quando deu a luz prematuramente a um casal de gêmeas, Catarina e Giovanna depois de já ter tido outros 22 filhos, mais metade deles já mortos na época. Giovanna foi entregue aos cuidados de uma ama-de-leite e morreu logo ao passo que Catarina, amamentada pela mãe, cresceu bastante saudável. Ela tinha dois anos quando Lapa teve seu vigésimo-quinto filho, uma outra menina chamada Giovanna[6] .

Uma criança muito feliz, Catarina recebeu da família o apelido carinhoso de "Eufrosina", que deriva da palavra grega para "alegria" e era também o nome de uma das santas cristãs mais antigas, Santa Eufrosina[7] .

Segundo o confessor e, posteriormente, biógrafo de Catarina, Raimundo de Cápua, O.P., Catarina teve a primeira de suas visões de Jesus Cristo quando tinha apenas cinco ou seis anos de idade. Ela estava voltando pra casa com o irmão de uma visita à casa de uma de suas irmãs casadas e viu Cristo entronado em majestade com os apóstolos Pedro, Paulo e João. Raimundo conta ainda que, ao sete, Catarina jurou dedicar sua vida a Deus[7] [8]

Ainda atormentada pelo luto pela morte de sua irmã mais velha, Boaventura, a jovem Catarina, com apenas dezesseis anos, foi pressionada pelos pais a se casar com o viúvo dela. Absolutamente contrária à ideia, iniciou um duríssimo jejum, prática que havia aprendido com a irmã recém-falecida e cujo marido não apreciava, pois mais de uma vez Boaventura havia conseguido mudar suas atitudes recusando-se a comer. Mais adiante, Catarina desapontou a mãe ao cortar os longos cabelos para protestar contra a constante pressão para que melhorasse sua aparência para conseguir atrair um bom marido[9]

Muito depois, Catarina recomendaria que Raimundo de Cápua, quando tivesse que enfrentar um problema, seguisse uma prática que criara em sua adolescência: "Construa uma cela em sua mente da qual você jamais possa escapar". Nesta cela mental, ela transformou seu pai numa representação de Cristo, sua mãe, na Virgem Maria, e seus irmãos, nos apóstolos. Servi-los com humildade tornou-se uma oportunidade de crescimento espiritual para ela e, desta forma, Catarina conseguiu resistir ao costume do casamento e da maternidade por um lado e, por outro, a tornar-se uma freira, escolhendo viver uma vida ativa e piedosa fora do claustro dos conventos, mas seguindo o modelo dos dominicanos[10] . No fim, o pai de Catarina desistiu e permitiu que a filha vivesse como bem entendesse.

Uma visão de São Domingos deu-lhe ainda mais forças, mas seu desejo de juntar-se à sua ordem incomodava Lapa, que levou a filha consigo até as termas em Bagno Vignoni numa tentativa de melhorar sua saúde. Ao contrário do esperado, Catarina ficou muito doente, acometida de uma violenta coceira, febre e dores no corpo, o que, convenientemente, serviu como pretexto para que sua mãe aceitasse tentar conseguir a sua admissão no "Mantellato", a associação local dos terceiros dominicanos[11] . Lapa foi então às irmãs da ordem e as convenceu a aceitarem sua filha, o que deu algum trabalho, pois a ordem até então só aceitava viúvas. Em questão de dias, Catarina se recuperou completamente, saindo da cama para receber o hábito preto e branco da Ordem Terceira de São Domingos das mãos de um frade terceiro. No Mantellato, Catarina aprendeu a ler e, ali, ela passou a viver solitariamente em silêncio total[11] .

Por volta de 1368, aos vinte e um anos, Catarina experimentou o que ela própria descreveu em suas cartas como um "casamento místico" com Jesus[12] , um tema que se tornaria extremamente popular na arte cristã com o nome de "Casamento Místico de Santa Catarina". "Sublinhando o tanto que este casamento era uma fusão física com Cristo [...] Catarina recebeu não um anel de ouro e jóias que seu biógrafo relata em sua versão atenuada, mas o anel do prepúcio de Cristo"[13] [14] . Raimundo também relata que Cristo teria lhe pedido que deixasse a vida reclusa e se dedicasse à vida pública no mundo[15] . Assim, Catarina voltou pra casa e passou a ajudar os pobres e doentes, em casa e nos hospitais. Suas atividades piedosas em Siena logo atraíram um grupo de seguidores, homens e mulheres, que se juntaram a ela em sua missão[5] . Catarina tinha por hábito distribuir roupas e comida aos pobres sem pedir permissão à família, o que tinha um considerável custo; porém, em contrapartida, nada pedia para si própria. Ao permanecer no seio de sua família, sentia a rejeição ao seu modo de vida mais fortemente, principalmente por que ela não aceitava a comida deles citando a mesa que havia sido posta para ela no céu por sua verdadeira família[16] .

Conforme as tensões políticas e sociais se aprofundavam em Siena, Catarina se viu tentada a intervir na arena política. Ela viajou pela primeira vez para Florença em 1374, provavelmente para ser entrevistada pelas autoridades dominicanas no capítulo geral que se realizou em maio de 1374, embora o tema seja ainda debatido: se ela foi de fato entrevistada, a ausência de evidências sugere que ela foi considerada suficientemente ortodoxa[9] . Aparentemente, foi também nesta época que Raimundo de Cápua tornou-se seu confessor e diretor espiritual[17] .

Depois desta viagem, Catarina passou a viajar com seus seguidores pelas regiões norte e central da Itália defendendo a reforma do clero e aconselhando o povo que o arrependimento e a renovação poderiam ser alcançados através "do amor total a Deus"[18] . Em Pisa, em 1375, Catarina utilizou de toda sua influência para evitar que a cidade e também Lucca se aliassem às forças contrárias ao papa, que na época vinham se fortalecendo e ganhando momento. Ela também ajudou com seu entusiasmo na formação de uma nova cruzada. Segundo Raimundo, foi em Pisa, em 1375, que ela recebeu seus estigmas (visíveis, depois de um pedido dela, somente para ela)[17]

Suas viagens não eram a única forma que Catarina utilizava para fazer conhecer suas opiniões. A partir de 1375[17] , ela começou a ditar cartas para diversos assistentes[11] endereçadas inicialmente a homens e mulheres de seu círculo de amigos e, gradativamente, a uma audiência mais ampla, incluindo figuras políticas a quem ela pedia paz e o retorno do papado de Avinhão para Roma. Ela manteve ainda uma duradoura correspondência com o papa Gregório XI, na qual pedia-lhe que reformasse o clero e a administração dos Estados Papais.

No final de 1375, Catarina retornou para Siena para ajudar um jovem prisioneiro político, Niccolò di Tuldo, em sua execução[17] [19] . Em junho do ano seguinte, foi pra Avinhão pessoalmente como embaixadora de Florença para tratar da paz com os Estados Papais (em 31 de março de 1376, Gregório XI interditou Florença). Sem sucesso, acabou sendo desautorizada pelos líderes florentinos, que enviaram embaixadores para negociar seus próprios termos continuando o caminho já iniciado por Catarina[17] ;ela, por sua vez, enviou uma calorosa carta a Florença[20] . Ainda em Avinhão, Catarina tentou convencer Gregório a voltar para Roma[21] , o que ele de fato fez em janeiro de 1377. Porém, o peso real da influência de Catarina é tema de acalorado debate moderno[22] .

Catarina voltou para Siena e passou os primeiros meses de 1377 fundando um mosteiro estrita observância para mulheres fora da cidade, na antiga fortaleza de Belcaro[23] . O resto do ano passou em Rocca d'Orcia, por volta de 35 quilômetros de Siena, numa missão de paz e pregação. Durante o período, no outono de 1377, ela teve uma nova experiência que a levou a escrever seu "Diálogo" e a passar a escrever por conta própria, apesar de continuar utilizando assistentes em suas correspondências[5] [24] .

No final de 1377 ou início do ano seguinte, Catarina foi novamente para Florença por ordem de Gregório XI para tentar negociar a paz entre florentinos e romanos. Depois da morte do papa em março de 1378, revoltas irromperam em Florença a partir de 18 de junho e, na violência que se seguiu, Catarina quase foi morta. Finalmente, em julho, a paz foi negociada entre as duas cidades e ela pôde voltar para casa.

No final de novembro de 1378, depois do cisma, o novo papa, Urbano VI, convocou-a a Roma e ela permaneceu na corte papal tentando convencer nobres e cardeais da legitimidade do novo papa romano, pessoalmente ou através de suas cartas[23] .

Por muitos anos, Catarina se acostumou a períodos de rigorosa abstinência[25] . A comunhão diária era, muitas vezes, sua única "refeição". Esta forma extrema de jejum já parecia pouco saudável aos olhos do clero, de suas irmãs e de seu confessor, que tentavam fazê-la comer adequadamente. Mas Catarina alegava que era incapaz e descrevia sua incapacidade como uma infermità (doença). A partir do início de 1380, Catarina já não conseguia nem comer e nem beber água. Em 26 de fevereiro, não podia mais andar[23] . Finalmente Catarina morreu em Roma em 29 de abril de 1380 aos trinta e três anos de idade, depois de ter sofrido um derrame oito dias antes[26] .

Fontes para vida de Catarina[editar | editar código-fonte]

Santa Catarina trocando seu coração com Cristo.
ca. 1460. Por Giovanni di Paolo, atualmente no Metropolitan Museum of Art.

Há diversas evidências sobre a personalidade, seus ensinamentos e suas obras nas quase quatrocentas cartas de Catarina, em seu "Diálogo" e nas suas orações.

Muitos detalhes aparecem também nas várias fontes escritas logo depois de sua morte e que tinham por objetivo promover o seu culto e sua canonização. Embora a maior parte deste material seja fortemente hagiofráfico, estas obras têm sido um recurso importante para os historiadores que tentam reconstruir a vida de Santa Catarina. Várias são particularmente importantes, especialmente a "Vita" escrita por Raimundo de Cápua, que foi diretor espiritual e amigo pessoal de Catarina de 1374 até sua morte e que viria a tornar-se Mestre Geral da Ordem dos Pregadores em 1380. Ele começou a obra, que viria a ser conhecida como "Legenda Major", em 1384 e completou-a em 1395.

Outra importante obra escrita depois da morte de Catarina foi a "Libellus de Supplemento" ("Pequeno Livro Suplementar"), escrita entre 1412 e 1418 por Tommaso d'Antonio Nacci da Seine (conhecido geralmente como "Tomás de Siena" ou "Tomás Caffarini"), uma expansão da Legenda Major que incorpora as notas do primeiro confessor de Catarina, Tommaso della Fonte (e que se perderam). Caffarini posteriormente publicou um relato mais breve da vida da santa que ficou conhecido como "Legenda Minor".

De 1411 em diante, Caffarini também coordenou a compilação do "Processus de Veneza", o conjunto de documentos submetidos para a canonização, que traz o testemunho de praticamente todos os discípulos de Catarina. Há ainda uma obra anônima chamada "Miracoli della Beata Caterina", escrita por um florentino anônimo, e umas poucas outras obras de menor relevância[27] .

Obras[editar | editar código-fonte]

Três tipos diferentes de obras de Catarina de Siena chegaram aos nossos dias:

  • Seu principal tratado é o "O Diálogo da Providência Divina", iniciado provavelmente em outubro de 1377 e certamente terminado em novembro do ano seguinte. Contemporâneos de Catarina afirmam unanimemente que a maior parte da obra foi ditada enquanto Catarina experimentava seus êxtases, embora seja possível também que a própria Catarina possa, depois, ter reeditado muitas passagens no livro[28] . Trata-se de um diálogo entre uma alma que ascende a Deus e o próprio Deus.
  • As cartas de Catarina são consideradas uma das grandes obras da literatura toscana primitiva. Muitas delas foram ditadas, embora a própria Catarina tenha aprendido a escrever em 1377. Quase quatrocentas sobreviveram. Em suas cartas ao papa, ela geralmente se refere a ele afetuosamente simplesmente como "papa" ("papai") ao invés do pronome de tratamento formal "Sua Santidade". Outros correspondentes incluem seus vários confessores, entre eles Raimundo de Cápua, os reis da França e da Hungria, o infame mercenário John Hawkwood, o rei de Nápoles, membros da família Visconti de Milão e numerosas figuras religiosas. Aproximadamente um terço delas era endereçada a mulheres.
  • 26 orações de Catarina de Siena também sobreviveram, a maioria composta nos últimos dezoito meses de sua vida.

Veneração[editar | editar código-fonte]

Catarina foi enterrada no cemitério de Santa Maria sopra Minerva, uma basílica perto do Panteão, em Roma. Depois que milagres passaram a ser relatados perto do túmulo, Raimundo moveu-o para dentro da basílica[29] , onde está até hoje e é visitado por milhares de peregrinos anualmente.

Sua cabeça, porém, foi separada de seu corpo e colocada no interior de um busto de bronze que, posteriormente, foi levado para Siena para ser carregado pela cidade durante as procissões dominicanas. Nas primeiras, caminhava atrás dele Lapa, a mãe de Catarina, que viveu até os 89 anos e já havia presenciado o fim da riqueza e da felicidade de sua família. Tendo sobrevivido a todos os seus filhos e a diversos netos, Lapa ajudou Raimundo a escrever a biografia de Catarina e afirmou: "Acredito que Deus tenha colocado minha alma de través no meu corpo para que ela não consiga sair"[30] . A cabeça e o polegar incorruptos estão preservados na Basílica de San Domenico, em Siena[29] .

O papa Pio II, nascido em Siena, canonizou Santa Catarina em 29 de junho de 1461[31] . Em 3 de outubro de 1970, Paulo VI proclamou-a Doutora da Igreja[2] , título recebido apenas alguns dias antes por Santa Teresa de Ávila (27 de setembro), o que faz delas as primeiras mulheres a receberam a honraria[31] .

Túmulo de Santa Catarina em Santa Maria sopra Minerva, em Roma.

Inicialmente, porém, sua festa não foi incluída no calendário romano. Quando foi, em 1597, a data escolhida foi a de sua morte, 29 de abril; porém, como a data já estava ocupada pela festa de São Pedro de Verona, a de Catarina foi movida, em 1628, para o dia 30 de abril[32] . Em 1969, durante a revisão do Calendário de Santos da Igreja Católica Romana, decidiu-se deixar a festa de Pedro para os calendários locais - pois ele não era conhecido mundialmente - e Santa Catarina passou a ser novamente celebrada em 29 de abril[33] .

Padroeira[editar | editar código-fonte]

Num decreto em 13 de abril de 1866, Pio IX declarou Santa Catarina co-padroeira de Roma. Em 18 de junho de 1939, Pio XII declarou-a padroeira da Itália juntamente com São Francisco de Assis.

Em 1 de outubro de 1999, São João Paulo II tornou-a também padroeira da Europa[3] [4] .

Iconografia[editar | editar código-fonte]

O povo de Siena desejava ter em sua cidade uma parte do corpo de Santa Catarina. Conta-se uma história de um milagre pelo qual o desejo foi parcialmente realizado: sabendo que não seria possível retirar o corpo todo de Roma, a população decidiu tomar apenas sua cabeça, que colocaram numa sacola. Quando foram parados pela guarda romana, oraram a Santa Catarina para que os ajudassem, confiantes que ela desejaria ter seu corpo (ou parte dele) em Siena. Quando a sacola foi aberta pelos guardas, a cabeça não estava ali e ela pareceu estar repleta de pétalas de rosas. Quando chegaram em Siena, a cabeça reapareceu e, por conta desta lenda, Santa Catarina é geralmente representada na arte segurando uma rosa.

Legado[editar | editar código-fonte]

Cabeça de Santa Catarina preservada na Basílica de San Domenico, em Siena.

Catarina é uma das importantes místicas e escritoras da Igreja[9] e é ainda hoje muito respeitada por suas obras espirituais e sua audacidade política, alguém que teve coragem de "dizer a verdade ao poder"— um feito excepcional para uma melhor de seu tempo, capaz de influenciar a política e a história de sua época.

Notas[editar | editar código-fonte]

[a] ^ A data de nascimento de Catarina Benincasa ainda é alvo de controvérsias historiográficas e é tradicionalmente identificada como 25 de março de 1347, o mesmo dia da festa da Anunciação no calendário litúrgico da Igreja Católica. Esta data marcava o início do ano segundo o calendário usado na República de Siena à época. No entanto, um estudo crítico de 1921, feito por R. Fawtier, retrocede de dez à quinze anos o nascimento da religiosa, situando-o entre os anos de 1332 e 1337.

Referências

  1. Patronos da Itália (em inglês) Site oficial do Vaticano.
  2. a b Homilias de Paulo VI (em inglês) Site oficial do Vaticano.
  3. a b Proclamation of the Co-Patronesses of Europe, Apostolic Letter, 1 October 1999.
  4. a b Liturgical Feast of St. Bridget, Homily, 13 November 1999.
  5. a b c Wikisource-logo.svg "St. Catherine of Siena" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  6. Skårderud, p.411.
  7. a b Lives of Saints, John J. Crawley & Co., Inc.
  8. Raimundo de Cápua, Legenda Major I, iii.
  9. a b c Foley O.F.M., Leonard. Saint of the Day, Lives, Lessons, and Feast, (revised by Pat McCloskey O.F.M.), Franciscan Media, ISBN 978-0-86716-887-7
  10. Bellitto, Christopher M. "10 Great Catholics of the Second Millennium", St. Anthony Messenger
  11. a b c Catherine of Siena. Available Means. Ed. Joy Ritchie and Kate Ronald. Pittsburgh, Pa.: University of Pittsburgh Press, 2001. Print.
  12. Raymond of Capua, Life, pp. 99-101.
  13. Bynum, Caroline Walker. Holy Feast and Holy Fast. The Religious Significance of Food to Medieval Women. [S.l.]: University of California Press, 1987. p. 246. ISBN 0-52006329-5 ISBN 978-0-52006-329-7
  14. Manseau, Peter. Rag and Bone. A Journey Among the World's Holy Dead. London: Macmillan, 2009. ISBN 1-42993665-7 ISBN 978-142993-665-1
  15. Raymond of Capua, Life, pp. 105-107.
  16. Skårderud, pp. 412-413.
  17. a b c d e Noffke, p. 5.
  18. Hollister, p. 342.
  19. Carta T273, destinada a Raimundo provavelmente em junho de 1375, trata do tema.
  20. Carta 234 na contagem de Tommaseo.
  21. Hollister, p. 343.
  22. Veja Bernard McGinn, The Varieties of Vernacular Mysticism, (Herder & Herder, 2012), p561.
  23. a b c Noffke, p. 6.
  24. Esta experiência está descrita na carta 272, escrita a Raimundo, em outubro de 1377.
  25. Butler, Alban. The Lives or the Fathers, Martyrs and Other Principal Saints, Vol.IV, D. & J. Sadlier, & Company, (1864)
  26. Farmer, David Hugh. The Oxford dictionary of saints. 4. ed. ed. Oxford [u.a.]: Oxford Univ. Press, 1997. 93 pp. ISBN 0-19-280058-2
  27. Noffke, p. 2.
  28. Noffke, p. 13.
  29. a b Catherine of Siena findagrave.com. Página visitada em 1 December 2010.
  30. Skårderud, Finn. (2008). "Hellig anoreksi Sult og selvskade som religiøse praksiser. Caterina av Siena (1347–80)". Tidsskrift for norsk psykologforening 45 (4): 408–420.
  31. a b Beckwith, Barbara. "St. Catherine of Siena: A Feisty Role for Sister Nancy Murray", St. Anthony Messenger
  32. "Calendarium Romanum" (Libreria Editrice Vaticana, 1969), p. 91.
  33. Calendarium Romanum. [S.l.]: Libreria Editrice Vaticana, 1969. p. 121.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Blessed Raymond of Capua, The Life of St. Catherine of Siena, tr. George Lamb (Rockford, Illinois: TAN Books, 2003)
  • Catherine of Siena, The Dialogue, ed. Suzanne Noffke, (Paulist Press, New York, 1980) isbn 0-8091-2233-2
  • Hollister, Warren C. and Bennett, Judith M. Medieval Europe: A Short History, 9th ed., (McGraw-Hill Companies Inc, Boston, 2002)
  • Skårderud, Finn. Holy anorexia: Catherine of Siena, (Tidsskrift for norsk psykologforening, Oslo, 2008)
  • The Italian critical edition of the Dialogue is Catherine of Siena, Il Dialogo della divina Provvidenza: ovvero Libro della divina dottrina, 2nd ed., ed. Giuliana Cavallini (Siena: Cantagalli, 1995). [1st edn, 1968] [Cavallini demonstrated that the standard division of the Dialogue in into four treatises entitled the 'Treatise on Discretion', 'On Prayer', 'On Providence', and 'On Obedience', was in fact a result of a misreading of the text in the 1579 edition of the Dialogue. Modern editors, including Noffke (1980), have followed Cavallini in rejecting this fourfold division.]
  • The Italian critical edition of the 26 Prayers is Catherine of Siena, Le Orazioni, ed. Giuliana Cavallini (Rome: Cateriniane, 1978)
  • The most recent Italian critical edition of the Letters is Antonio Volpato, ed, Le lettere di Santa Caterina da Siena: l'edizione di Eugenio Duprè Theseider e i nuovi problemi, (2002)
  • Carolyn Muessig, George Ferzoco, Beverly Mayne Kienzle, eds, A companion to Catherine of Siena, (Leiden: Brill, 2012).
  • Hollister, Warren. Medieval Europe: A Short History. 9 ed. Boston: McGraw-Hill Companies Inc., 2001. p. 343. ISBN 0-07-234657-4
  • McDermott,, Thomas, O.P.. Catherine of Siena: spiritual development in her life and teaching. New York: Paulist Press, 2008. ISBN 0-8091-4547-2
  • Cross, F. L., ed. (1957) The Oxford Dictionary of the Christian Church. Oxford U. P.; p. 251
  • Ferretti, Lodovico. Catherine de Sienne. Siena: Cantagalli, 1998. 176 pp.
  • Lacelle, Élisabeth J. (org.). "Ne dormons plus, il est temps de se lever": Catherine de Sienne, 1347-1380. Montreal: Fides, 1998. 214 pp. ISBN 2204062510
  • Sesé, Bernard. Petite vie de Catherine de Sienne. Paris: Desclée de Brouwer, 2005. 185 pp. ISBN 2220056015

Fontes primárias[editar | editar código-fonte]

  • Phyllis Hodgson and Gabriel M Leigey, The Dialogue, eds, The Orcherd of Syon, (London; New York: Oxford UP, 1966).
  • Catherine of Siena, The Dialogue of the seraphic virgin Catherine of Siena, trans Algar Thorold, (London: Kegan Paul, Trench, Trübner & Co, 1896).
  • Catherine of Siena. In: Suzanne Noffke. The Letters of St. Catherine of Siena. Binghamton: Center for Medieval and Early Renaissance Studies, State University of New York at Binghamton, 1988. vol. 4. ISBN 0-86698-036-9 [Republicado como The letters of Catherine of Siena, 4 vols, trans Suzanne Noffke, (Tempe, AZ: Arizona Center for Medieval and Renaissance Studies, 2000-2008))
  • The Prayers of Catherine of Siena, trans Suzanne Noffke, 2nd edn 1983, (New York, 2001)
  • Raimundo de Cápua. In: Conleth Kearns. The Life of Catherine of Siena. Wilmington: Glazier, 1980. ISBN 0-89453-151-4
  • Girolamo Gigli, ed, L'opere di Santa Caterina da Siena, 4 vols, (Siena e Lucca, 1707-1721)
  • The Dialogue of St. Catherine of Siena, TAN Books, 2009. ISBN 978-0-89555-149-8

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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